A candidata do Partido Democrata, Catherine Cortez Masto, foi reeleita senadora pelo estado de Nevada, nos Estados Unidos, no sábado (12), segundo a Associated Press. Com a vitória dela e do astronauta Mark Kelly, no Arizona, os democratas garante a maioria no Senado dos Estados Unidos após uma apertada disputa com os republicanos.

Esse resultado tem um gosto de virada para os democratas, pois as projeções iniciais apontavam uma vitória expressiva do Partido Republicano no Congresso, que é composto pelo Senado e pela Câmara. A disputa pela maioria da Câmara dos Representantes continua, conforme os votos ainda estão sendo contados 5 dias após a votação.

“Fizemos muito e faremos muito mais pelo povo norte-americano”, disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, na noite de sábado. “O povo americano rejeitou – rejeitou profundamente – a direção antidemocrática, autoritária, desagradável e divisiva que os republicanos do Maga queriam levar ao nosso país.”

Cidadãos americanos foram às urnas na terça-feira (8) para escolher os 435 deputados da Câmara e 35 senadores de um total de 100, além de 36 governadores e todas as Câmaras locais, além de votações pontuais.

Moradores de Nevada votam nas eleições de meio de mandato em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 8 de novembro de 2022 — Foto: REUTERS/David Swanson

Moradores de Nevada votam nas eleições de meio de mandato em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 8 de novembro de 2022 — Foto: REUTERS/David Swanson

Entenda a maioria no Senado

 

O Senado é composto por 100 cadeiras no total. De acordo com o resultado parcial, o Partido dos Democratas ocupará 50 vagas, contra 49 dos Republicanos.

A disputa no Alaska ainda não está definida segundo as projeções da agência Associated Press, mas a concorrência é entre dois candidatos republicanos e a vaga deles já está na contagem de 49 cadeiras.

Já na Georgia, o candidato mais votado não atingiu o mínimo de votos necessário para ser eleito e o estado terá um segundo turno no dia 6 de dezembro apenas para o cargo de senador. Se o candidato republicano Herschel Walker ganhar, cada partido ficará com 50 cadeiras.

Só que nos Estados Unidos, o vice-presidente do país é também o presidente do Senado e tem direito a um voto de desempate. Como Kamala Harris é democrata, o partido pode contar com 51 votos.

Foto do Senado dos EUA, no Capitólio, em Washington, na madrugada de terça-feira, 8 de novembro de 2022 — Foto: J. Scott Applewhite/AP

Como está a disputa na Câmara

 

Segundo as principais projeções, os republicanos seguem à frente na disputa principal, a da Câmara dos Deputados do país – chamada por lá de Câmara dos Representantes.

É esta Casa a que detém o maior poder de barrar ou aprovar os projetos de lei do presidente dos Estados Unidos. Portanto, quem conquistar maioria na Câmara vai definir os caminhos do líder do país, o democrata Joe Biden, na segunda parte do seu mandato, que vai até 2024.

 

Desde meses antes da votação, as principais pesquisas projetavam uma vitória por ampla maioria do Partido Republicano na Câmara, amparada por baixos índices de aprovação do governo de Joe Biden e por uma forte campanha, na reta final, do ex-presidente Donald Trump, que lidera centenas de candidatos negacionistas.

Conforme a contagem dos votos foi avançando, no entanto, a possibilidade de um controle amplo da Casa pelos republicanos foi se afastando. Até a tarde deste sábado (12), os dois partidos rivais tinham apenas dez votos de diferença, de um total de 534 assentos que tem a Câmara dos Representantes.

A provável derrota dos democratas, acabou, portanto, sendo tomada agora como uma espécie de vitória pela pouca diferença e foi inclusive celebrada pelo presidente Joe Biden.

Afinal, como é a contagem de votos nos EUA?

Para um brasileiro acostumado a urnas eletrônicas e contagem de votos e anúncio de resultados em pouco mais de três horas, o sistema de apuração dos Estados Unidos pode ser um grande bicho de sete cabeças.

 

E é algo perto disso, mas dá para entender por que: o país não tem um órgão governamental único responsável por fazer essa contagem e anunciar o resultado à nação. É competência de cada estado fazer sua própria contagem, com seu sistema e tempos particulares.

Quem agrega todos esses dados são órgãos independentes – ou seja, não governamentais. O principal deles é a agência de notícias Associated Press.

Com equipes especializadas no processo eleitoral e presente nos locais de votação em todos os 50 estados, a agência recolhe dados das contagens e os insere em um banco de dados eleitorais próprio, submetido a rechecagens.

G1

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