Com demissão anunciada por Jair Bolsonaro (Sem partido) na sexta-feira (19), Roberto Castello Branco teria se recusado a gastar R$ 100 milhões em publicidade na TV Record, de Edir Macedo, e no SBT, de Silvio Santos, segundo o colunista Merval Pereira, em artigo no jornal O Globo na noite deste domingo (21).

No texto, o jornalista – porta-voz político da família Marinho – fala de uma reunião de alguns membros do Conselho de Administração da Petrobras com o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, que teria ocorrido durante o dia, que teve como pauta a demissão de Castello Branco e a indicação do General Joaquim Silva e Luna para o comando da estatal.

Segundo Merval, a política de preços adotada pela Petrobras – de paridade com o mercado internacional – não seria o único motivo da demissão de Castello Branco.

Além do repasse às duas emissoras bolsonaristas, Castello Branco também teria se recusado a partiri de um consórcio com empresas privadas para compra da vacina contra a Covid-19.

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Na reunião, Bento Albuquerque teria garantido que Luna não vai mexer na política de preços da estatal. Conselheiros criticaram um dos comentários do militar, que disse que a empresa deveria balancear questões sociais nas suas decisões econômicas.

Market share
Pelo Twitter, o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), que é genro de Silvio Santos, afirmou que o jornalista da Globo “mente” e que toda as verbas para campanhas do governo são distribuídas aos veículos de mídia de acordo com a audiência e participação no mercado (market share).

“Merval, quem te passou essa informação MENTE. E você MENTE, por consequência. Desde que assumi, TODAS as campanhas são distribuídas com base no Market share e descontos, conforme orientações do TCU, e TODAS as emissoras participam, inclusive a SUA. Sua nota é caluniosa e maldosa”, afirmou.

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