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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) anunciou nesta 5ª feira (23.jun) que vai acompanhar, com atenção, a investigação anunciada pela direção da Polícia Federal sobre a denúncia de possível interferência apresentada pelo delegado que conduz a investigação sobre a Operação Acesso Pago, que resultou na prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de outras pessoas supostamente envolvidas em tráfico de influência no Ministério da Educação.

Em nota a entidade defende a total autonomia investigativa do Delegado de Polícia Federal e diz que os agentes da PF desempenham suas atribuições legais com ética, equilíbrio e independência – sem se preocupar com ideologias ou posicionamentos políticos de seus investigados.

“É fundamental destacar que a Polícia Federal é órgão de Estado e não de Governo, por tanto, não pode estar exposta a interferências externas”, enfatiza o documento.

A associação afirma que permanecerá vigilante para evitar prejuízos a qualquer investigação e atenta para que o trabalho de excelência da Polícia Federal não sofra questionamentos. A ADPF defende ainda que a PF esteja dotada de instrumentos legais de proteção para evitar qualquer possibilidade de interferência indevida em suas investigações, especialmente as que envolve alvos sensíveis.

O texto assinado pela diretoria da entidade, presidida pelo delegado Luciano Leiro, destaca a importância da aprovação de projetos que tramitam no Congresso Nacional e que segundo a entidade podem ajudar a resolver esses gargalos. Entre as propostas, estão a prevê autonomia ao órgão e a que confere mandato ao diretor-geral da PF, cargo máximo da corporação. Hoje essa função é ocupada por um indicado do presidente da República.

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