A delação premiada do ex-assessor jurídico da Secretaria de Saúde do Estado, Bruno Donato, é ‘nitroglicerina’ para os investigadores da Operação Calvário e, também, para alguns políticos paraibanos. Os documentos, obtidos com  pelo Blog Pleno Poder, serviram para, juntamente com outras provas, embasar a 11ª e 12ª fases da Calvário, em fevereiro deste ano.

Foi ele mesmo que decidiu procurar o Gaeco e contar tudo o que sabia, colaborando com a Justiça.

Em suas declarações, o ex-assessor revela que por várias vezes recebeu dinheiro de propina pago por empresas que tinham contratos com o Estado. Boa parte desses valores teria sido entregue, segundo ele, ao irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho; Edvaldo Rosas e o ex-secretário de saúde do Estado, Waldson de Souza.

Algumas das empresas apontadas na delação tinham como ‘administrador’, segundo o MP, o empresário Pietro Harley. Mas vários outros fornecedores também tiveram que pagar quantias em propina que, em média, eram de R$ 10% dos contratos.

O relato mostra um verdadeiro loteamento de contratos e de propinas, na Saúde Estadual.
Um montante significativo dos recursos recebidos era destinado, conforme a delação, ao pagamento de despesas de campanha. Em 2014, por exemplo, quando o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) foi candidato à reeleição, os documentos narram a compra do apoio de prefeitos do Sertão e lideranças de Campina Grande e João Pessoa.

Fonte: polemicaparaiba.com.br

 

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