BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia no Senado Federal retirou da pauta nesta terça-feira (03) a convocação do ministro da Defesa, Braga Neto, para depor no colegiado.

O requerimento tinha sido apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania – SE), mas foi contestado por alguns parlamentares, que apontaram que esse não seria o momento certo para ouvir o auxiliar de Bolsonaro.

A alteração da bula da cloroquina está no foco do depoimento do chefe das Forças Armadas.

Alessandro Vieira, que pediu a retirada de pauta da proposta, defendeu a presença de Neto no colegiado.

“Se esse cidadão não precisa ser ouvido, tenho dúvida de quem precisa ser ouvido”, pontuou.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), lembrou que o episódio envolvendo à alteração na bula da cloroquina foi superado, mas que é preciso convocar Braga Neto.

“Na hora que houve resistência por parte da Anvisa, o ministro Braga Neto, puxou e teria rasgado. Mas o que Alessandro Falou é verdade, no momento de maior dificuldade da pandemia quem estava comandando era Braga Neto. Eu, de se tivesse que votar e tiver que votar em caso de empate, meu voto é favorável à convocação”, explicou.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), também defendeu a presença de Braga Neto na CPI.

“Não vamos aceitar que ele deixe de depor nessa CPI”, concluiu.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) chegou a sugerir aos parlamentares que o requerimento só fosse aprovado posteriormente.

“Me parece a construção inoportuna diante de um cenário político nacional”, enfatizou.  Essa foi a mesma tese do líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Senador da ala governista na CPI, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) foi contrário à convocação.

“Não há qualquer elemento que possa justificar a convocação do ministro Braga Neto”, pontuou.

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