Integrante do grupo de transição para a Saúde, o médico sanitarista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Arthur Chioro afirmou que a equipe vê “potencial risco” na falta de planejamento vacinal do atual governo, para 2023.

“Todas as demais vacinas estavam dentro da meta. Essas coberturas foram caindo de tal forma que, hoje, estamos numa situação de absoluta insegurança. Então, esse não é o diagnóstico apenas do grupo de transição. É o diagnóstico apontado por gestores municipais, estaduais e especialistas. Não se trata de dizer que nós estamos em potencial risco, ele é concreto”, disse Chioro durante coletiva de imprensa, em Brasília.

Durante a fala, Chioro enfatizou que toda a cobertura vacinal pode ser prejudicada, uma vez que “não há programação” para o ano seguinte.

“O INSTITUTO BUTANTAN FORNECE OITO VACINAS DO CALENDÁRIO DE IMUNIZAÇÃO DO PAÍS. NENHUMA DELAS RECEBEU PROGRAMAÇÃO PARA 2023”, PONTUOU.

“Todas as vacinas obrigatórias no calendários de vacinação para crianças com menos de 1 ano estão com cobertura inadequada. Todas, sem exceção. O Brasil perdeu a capacidade de fazer aquilo que a gente sempe fez numa construção de 50 anos de história”, completou.

Outro ponto tocado pelo sanitarista foi a reputação do país, já que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é conhecido mundialmente.

“De 2015 para cá, em pouquíssimos anos, o governo atual conseguiu praticamente destruir um esforço de quatro décadas e meia de construção de um programa que era modelo internacional. Esse é o quadro. Estamos buscando informação, mas há total falta de planejamento para 2023, focando inclusive no trabalho”, finalizou Chioro.

(Metrópoles)

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