O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi reeleito nesse domingo, mas para o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, a sensação é de gosto de vitória.

Boulos conseguiu o melhor resultado no PSOL desde que o partido começou a disputar as eleições para a Prefeitura de São Paulo. Nas anteriores, o partido sequer teve chances reais de chegar ao segundo turno. Em comparação aos desempenhos de 2008, 2012 e 2016, as candidaturas somaram 289 mil votos, neste ano, sozinho, Boulos chegou perto de 1,1 milhão no primeiro turno.

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, disse que o processo eleitoral na capital paulista consolidou Boulos “como a principal liderança da esquerda em São Paulo”.

Como comparação, o PT, principal partido da esquerda no Brasil, teve dificuldades para dar impulso à candidatura de Jilmar Tatto, que teve o pior resultado de um petista na história das eleições municipais paulistanas.

Para Medeiros, o desempenho de Boulos fortalece o projeto do PSOL para o futuro: reorganizar a esquerda. Ele quer a “esquerda social com a esquerda partidária pós-petista”. “O que está em debate hoje na esquerda é qual a força, qual é a estratégia que vai hegemonizar a esquerda no próximo ciclo político”, disse.

“Há setores que ainda acham que a estratégia é fazer um grande acordo com a centro-direita. Nós não achamos isso. Achamos que é importante viabilizar um programa de transformações estruturais que a velha direita no Brasil nunca aceitou e nunca aceitará. Ele [Boulos] não tem vergonha de ser de esquerda, de assumir os valores de esquerda, de igualdade social. São os valores que a gente quer no mundo.”, finalizou.

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