Ter documentos clonados é a dor de cabeça de muita gente. Para uma família paraibana, a situação virou um verdadeiro pesadelo. No último dia 17, no final da tarde, durante um passeio com a esposa e os dois filhos, de 3 e cinco anos, o contador Daniel Medeiros da Silva, de 35 anos, acabou sendo preso após ter sido parado pela Polícia Rodoviária Federal, em uma blitz, próximo a Cabedelo.

Daniel, que mora em Campina Grande, estava passando uma semana de férias em João Pessoa, na casa da mãe, e estava indo levar a família para conhecer a Fortaleza de Santa Catarina, quando seu carro foi parado pela PRF.

Ao apresentar os documentos, foi então que ele descobriu, ao lado da mulher e dos filhos, que havia um mandado de prisão expedido contra ele pela Justiça da Bahia, por crimes contra bancos.

A esposa de Daniel, Vanessa Mirelli  Medeiros, disse que os documentos dele foram clonados e estavam sendo utilizado por um criminoso na Bahia, que, inclusive, foi preso e condenado por vários crimes, mas que fugiu da prisão em 2018 e desde então está foragido.

“A gente não sabia de nada. Só descobrimos que os documentos de Daniel tinham sido clonados e que havia um mandado de prisão contra ele após termos sido parados pela PRF. Os policiais nos mostraram, inclusive, o documento contendo o nome de Daniel, mas a foto era do criminoso na Bahia”, disse.

De acordo com Vanessa, Daniel não conhece nem a Bahia. “Ele nunca esteve lá”.

Por conta da documentação, a PRF cumpriu o mandado de prisão e Daniel foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil para ser ouvido e depois, para o presídio. Mesmo o delegado percebendo que se tratava de outra pessoa que cometeu o crime, deu seguimento a prisão de Daniel.

A família tenta agora provar a inocência de Daniel, que está no Presídio Sílvio Porto, em Mangabeira.

O advogado dele, Maklyste Oliveira, esteve na semana passada na Bahia, onde entregou vasta documentação provando que Daniel não é a mesma pessoa que foi presa na Bahia condenada por assaltos a bancos e que seus documentos foram clonados. Também foi apresentado um pedido de habeas corpus e revogação da prisão de Daniel, mas ainda aguarda apreciação da Justiça baiana.

Abalada emocionalmente, Vanessa disse que tem vivido um pesadelo. “Daniel é um homem íntegro, quem o conhece sabe disso e essa situação é muito dolorosa, sofrida, revoltante”, desabafou.

Enquanto isso, Daniel continua preso em João Pessoa.

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