Figura quase onipresente na campanha do marido, Rosângela da Silva, de 56 anos, foi peça-chave na acirrada disputa que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto depois de 12 anos. Janja, como é conhecida, cuidou não apenas do bem-estar de Lula, mas também das agendas do presidente eleito — especialmente com artistas –, e até das estratégias nas redes sociais.

Nos últimos meses, Janja deu mostras de que não será uma primeira-dama “decorativa”, como alguns opositores se referiam à Marisa Letícia, ex-mulher de Lula que morreu em 2017 após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Chamada de “Janjinha” pelo petista, ela participou das reuniões da cúpula da campanha e sempre sinalizou que gostaria de atuar de forma institucional na defesa dos direitos das mulheres caso o marido fosse eleito.

O casal começou a namorar antes de Lula ser preso, em abril de 2018, quando o presidente foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Durante os 580 dias em que o petista esteve preso em uma cela da Polícia Federal em Curitiba, ele e Janja trocaram inúmeras cartas e se encontravam nas visitas autorizadas pela Justiça. O ex-metalúrgico oficializou publicamente o namoro com a nova primeira-dama no dia em que foi solto.

“Eu quero apresentar para vocês uma pessoa de quem eu já falei, mas que nem todos vocês conheciam. Eu quero apresentar a minha futura companheira. Vocês sabem que eu consegui a proeza de, preso, arrumar uma namorada e ainda ela aceitar casar comigo. É muita coragem dela”, disse Lula após deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, em novembro de 2019.

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