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Congresso resiste à pressão de Lula sobre fim da autonomia do Banco Central

Presidente tem atacado decisões da instituição e sugeriu reavaliar independência do órgão, que teve a autonomia aprovada em 2021

O Congresso Nacional resiste à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de rediscutir a independência do Banco Central, aprovada em 2021. O petista tem atacado o órgão por causa de decisões sobre a política monetária e fiscal e sugeriu que vai avaliar a independência da autarquia, aprovada em 2021.

As críticas de Lula questionam a condução da política monetária da taxa de juros (atualmente em 13,75% ao ano) e a meta da inflação (fixada em 3,25% para este ano e em 3% para 2024). Conforme o projeto de governo do presidente, a redução da taxa de juros está diretamente ligada ao crescimento econômico.

No Congresso, o PT votou contra a autonomia do Banco Central, e agora a cúpula do partido alega que a política monetária “não é indiscutível” e pede, inclusive, que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, seja convidado a prestar esclarecimentos sobre as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição.

Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que dificilmente o assunto vai voltar ao Congresso. “Tecnicamente, o Banco Central é independente. Foi o modelo escolhido pelo Congresso Nacional, e isso não retroagirá”, comentou.

R7

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