De ontem para hoje, o encaminhamento dado a duas propostas em tramitação no Senado e na Câmara Federal mostra, muito claramente, quais as prioridades escolhidas por boa parte do Congresso Nacional na pandemia. Os senadores decidiram ontem adiar a votação da ‘PEC Emergencial’, que criaria as condições para o pagamento de um novo Auxílio Emergencial a pessoas carentes.

Já na Câmara, deputados agilizam rapidamente a votação de um projeto que ficou conhecido como ‘PEC da Impunidade”, que dificulta a prisão de deputados e senadores e deve aumentar, ainda mais, o sentimento de impunidade entre os brasileiros.

A PEC da Impunidade deverá ser votada já hoje, enquanto a proposta que possibilitaria a criação de um novo Auxílio Emergencial ficará para o próximo mês.

Um absurdo, institucionalizado, que aprofundará e prolongará a crise e as dificuldades de milhões de brasileiros desempregados ou que, nesse instante, dependem do dinheiro ‘extra’ do Auxílio para garantir a sobrevivência.

No caso da ‘PEC da Impunidade’, deputados tentam barrar os efeitos de investigações que, vez por outra, têm colocado alguns deles atrás das grades – sob o falso argumento de que é preciso preservar a “imunidade parlamentar”.

Veja o que deve mudar com a PEC da Impunidade

Enquanto o país atinge os níveis mais dramáticos de contágio e mortes da pandemia, o Congresso dá uma demonstração clara de indiferença com as demandas e anseios populares. Esquece a realidade das ruas, mas não deixa de lembrar dos interesses individuais de cada um de seus membros.

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