Bolsonaro foi aplaudido duas vezes durante sua fala. Primeiro, quando reafirmou que o teto de gastos é intocável. E depois quando elogiou Paulo Guedes e brincou com o ministro da Economia:

— Se o Paulo Guedes deixar o governo, vou pedir uma pensão, porque nossa relação já é de uma união estável.

Em seu discurso, Bolsonaro, que não falou nem em reforma administrativa e nem reforma tributária, também reclamou da imprensa num jeitão Bolsonaro de ser:

— Falam mal de tudo que eu faço. A única coisa que a imprensa ainda não disse de mim é que eu sou boiola.

Antes de Bolsonaro falar, empresários e banqueiros, como Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e André Esteves (BTG Pactual) discursaram. O tom dos discursos (curtos, de cerca de cinco minutos) dos empresários foi o de “não realçar os erros do passado e olhar para frente”, conforme um relata um dos presentes”. Nenhum empresário elogiou o governo, mas tampouco se ouviram críticas.

Na mesa principal, a que estava evidentemente Bolsonaro, se sentaram também os ministros Paulo Guedes e Fabio Faria; o presidente do BC, Roberto Campos Neto; os empresários Carlos Sanchez (EMS), José Isaac Peres (Multiplan), Rubens Menin (MRV e CNN), Rubens Ometto (Cosan)e Paulo Skaf; os banqueiros André Esteves (BTG) e Luiz Carlos Trabuco; e o anfitrião Washington Cinel.

Ao contrário de Bolsonaro, Marcelo Queiroga circulou o tempo inteiro de máscara. Em dado momento, antes do jantar, Queiroga ouviu de Bolsonaro uma pergunta em tom de gozação: “Ô Queiroga, tá de máscara? Tira a máscara, caralho”, numa espécie de sugestão para abandonar o equipamento. Queiroga respondeu, rindo: “tenho que dar o exemplo. Para com essa mania de querer desmascarar as pessoas”. E ficou como estava.

Os empresários chegaram todos de máscaras, e com elas ficaram um bom tempo. Mas aos poucos um e outro foi tirando a máscara no coquetel que precedeu o jantar.

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