Um grupo de clientes do Supermercado Psiu, de Quadramares, se reuniu e decidiu ajudar o casal que iniciou o empreendimento seis anos atrás. Isso porque na madrugada desta sexta-feira, 5, o prédio foi parcialmente destruído por um incêndio. Pela manhã, depois que as chamas haviam sido controladas, Heloísa Carla, o marido dela, Martinho José, e alguns funcionários reviravam os destroços na tentativa de salvar algumas mercadorias.

A criação do mercado aconteceu depois de muito trabalho do casal que começou seis anos atrás vendendo produtos em casa: “Com muita luta, nós começamos. Os clientes pediam água, a gente botava numa bicicleta e ia entregar de porta em porta. Fizemos um trabalho de formiguinha, ficávamos na porta de casa, as pessoas passavam, colocávamos música para atrair os clientes. E deu certo. Depois, compramos uma motocicleta para fazer as entregas. Fomos evoluindo e conseguimos sair de onde morávamos para um lugar maior. Na pandemia, ficamos ainda mais conhecidos porque criamos um grupo de WhatsApp para o bairro e incluimos todos os condomínios. Todos passaram a nos conhecer e nos deixaram entrar nas casas. Nossos clientes passaram a ser nossos amigos. Fizemos uma reforma num prédio em frente à nossa casa e melhoramos nosso trabalho para receber a clientela com música e orações”, contou Heloíza ao ParlamentoPB.

Relembre o caso

Supermercado pega fogo no Quadramares

Ontem de manhã, ela chorava olhando para o que havia restado do supermercado. “Aconteceu essa fatalidade. Estávamos dormindo na madrugada quando começaram as explosões. Como moramos vizinho, sentimos a fumaça e eu pensei que eram ladrões. Mas, vimos a realidade ainda mais cruel, essa tragédia”.

Apesar do impacto dos prejuízos causados pelo incêndio no Psiu, Heloíza e Martinho contaram com a solidariedade dos clientes, vizinhos e amigos. “Com muita fé em Deus, no lugar que havia um depósito de caixas que nós doávamos a quem precisava, junto com alguns clientes, fizemos uma lavagem do local, já dedetizaram e daqui para segunda-feira vamos começar de novo. O forno em que fazemos pão e o botijão não foram destruídos, recuperei pães congelados, e vamos recomeçar. Algumas pessoas se ofereceram para fazer a pintura… estou com muita fé e fui muito agraciada com boas energias das pessoas, com amor. Passei a tarde na porta vendo tudo e as pessoas me dando amor, carinho e me ajudando. Não há nada melhor na vida que o amor e eu senti que ele move montanhas. Agradeço a Deus por não ter sido um prejuízo maior. Ninguém ficou ferido, ninguém morreu.

O grupo – Dois empresários que têm estabelecimentos na mesma rua do Psiu tiveram a iniciativa de criar um grupo no WhatsApp para reunir aqueles que desejam ajudar Heloíza e Martinho a reconstruírem o mercado. Marcone Júnior, que tem uma academia próxima ao estabelecimento, disse que estava conversando com um vizinho e decidiram juntar outros amigos do casal para ajudá-los. Está sendo criada uma rifa com o objetivo de arrecadar dinheiro para a reconstrução do mercado. Até a publicação desta matéria ainda não havia sido definida a forma de participação, mas várias doações para serem rifadas já tinham sido oferecidas.

Quem quiser contribuir financeiramente com Heloíza e Martinho também pode utilizar o Pix: A chave é o CNPJ: 08.679.656/0001-94 em nome do Mercadinho Psiu Ltda Me. Qualquer contato com os comerciantes pode ser feito pelo celular 83-98780-2175.

 

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