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Saiba como é tecnologia por trás das pequenas máquinas que usam células de rã. Feita por universidades americanas, pesquisa tem como objetivo descobrir possíveis usos do experimento.

Veja como os xenobots se reproduzem
Veja como os xenobots se reproduzem

Os cientistas que criaram os “robôs vivos” usando células de rã divulgaram novos avanços da tecnologia. Conhecidos como , os minúsculos robôs podem agora se reproduzir, anunciaram os pesquisadores.

Feito em parceria entre as universidades de Vermont, Tufts e o instituto Wyss da Universidade de Harvard, o projeto é considerado o primeiro a desenvolver robôs que se autorreplicam.

O objetivo da pesquisa é descobrir possíveis usos do experimento, como acessar áreas onde os seres humanos não podem ir, em terrenos contaminados por radioatividade, por exemplo.

Recolher microplásticos nos oceanos ou se locomover nas artérias para remover uma obstrução são outros possíveis usos para o xenobot.

Eles também chamam a atenção por seu formato que lembra o ‘Pac-Man’ do famoso game dos anos 80.

Veja abaixo pergunta e respostas sobre os xenobots:

A criação dos xenobots foi anunciada em 2020 pelos pesquisadores norte-americanos. Na época, divulgaram que o experimento não era nem um robô tradicional e nem uma espécie conhecida de animal.

Foi classificado como um “organismo vivo, mas programável”.

Para chegar a esse resultado, eles usaram um supercomputador para desenvolver e programar a máquina, com base nas células de rã, por meio de algoritmos e outros métodos avançados.

A espécie usada na pesquisa é o Xenopus laevis, uma rã africana, por isso o nome do robô é o “xenobot”. Ela que cede as células para os robôs.

Os cientistas usam 3.000 células-tronco da pele de rã para criar o robô, que tem menos de um milímetro de largura. As células não são especializadas e têm capacidade de se desenvolver em diferentes tipos.

A equipe ressalta que não há nenhum tipo de alteração genética no material orgânico.

De acordo com os cientistas, a reprodução dos xenobots começou espontaneamente. O robô coleta outras células soltas que vão se agregando e, com o passar do tempo, viram um descendente.

Este tipo de replicação é bem conhecida no nível das moléculas, mas nunca foi observada antes na escala de células ou organismos inteiros, disseram os pesquisadores.

“Pode gerar filhos, mas o sistema normalmente morre depois disso. É muito difícil, na verdade, fazer com que o sistema continue se reproduzindo ”, diz Kriegman.

Utilizando inteligência artificial (IA) em um supercomputador, um algoritmo foi capaz de testar bilhões de formas para os xenobots. Triângulos, quadrados, pirâmides e estrelas do mar foram analisados para encontrar o que fosse mais eficaz.

“Pedimos ao supercomputador da Universidade de Vermont que descobrisse como ajustar a forma dos pais iniciais, e a IA apresentou alguns designs estranhos depois de meses trabalhando, incluindo um que lembrava o Pac-Man”, disse Kriegman.

Saber que pequenos robôs podem se autorreplicar pode gerar uma série de questões sobre a segurança de um experimento como esse, mas os cientistas garantem que os xenobots não sobreviveriam fora do laboratório.

“[Os xenobots] estão inteiramente contidos em um laboratório, são facilmente extintos e passam por suspervisão de especialistas em ética do governo”, disseram os cientistas.

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