‘Sentia que eu tinha dificuldade de ganhar músculo’: a tentativa de mudar o corpo que terminou em falência renal

A busca por mais músculo levou o ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, a seguir uma dieta hiperproteica que ele acreditava ser segura.
Alto e com dificuldade para ganhar massa, escolheu aumentar o consumo de proteína na comida para evitar anabolizantes. A estratégia parecia inofensiva, mas acabou transformando a vida dele. A história foi mostrada pelo Fantástico.
Durante dois anos, Tiago organiza a rotina alimentar em torno de grandes quantidades de proteína. Quando não consegue atingir os “macros” do dia, aposta em hipercalóricos, shakes proteicos e porções generosas de frango, carne e peixe. Ele acredita que precisa combinar treinos intensos com muita proteína para alcançar o físico desejado.
Só quando o incômodo começa a atrapalhar o dia a dia ele decide procurar um médico.
Na primeira consulta, o diagnóstico parece simples: pressão alta, possivelmente causada por colesterol elevado.
Tiago recebeu medicamentos e voltou para casa. A pressão melhora, mas o alívio dura pouco. Um ano depois, os sintomas retornam — mais intensos — e o alerta acende de vez.
Proteína em excesso acelerou a falha do rim
Na nova investigação, um endocrinologista pede uma bateria completa de exames. Dessa vez, o resultado revela o que havia passado despercebido: o rim de Tiago está funcionando pela metade.
A doença evolui silenciosamente, como é comum em quadros renais, e só agora se torna evidente.
Com o diagnóstico correto, vem a notícia mais dura: Tiago precisa iniciar hemodiálise. Ele passa oito meses ligado à máquina que faz o trabalho que seus rins já não conseguem executar. A rotina exige disciplina, cansaço constante e reestruturação completa dos hábitos.
A causa do problema não se limita à proteína em si, mas à combinação entre consumo excessivo e um rim que já apresentava alterações não diagnosticadas.
Em 2024, Tiago recebe a chance de recomeçar: passa por um transplante de rim e inicia o processo de recuperação. O retorno à rotina é lento. Primeiro, um mês em casa, sem dirigir, treinar ou trabalhar. Depois, a retomada gradual das atividades, sempre com controle rigoroso da alimentação.
Hoje, ele mantém acompanhamento com uma nutricionista especializada em doenças renais. A dieta inclui proteínas em quantidades adequadas ao peso e à composição corporal dele — não mais em excesso.
Tiago pode comer o que tem vontade, com cuidado
Ele volta a comer de tudo, mas com equilíbrio, priorizando legumes, verduras e fontes de proteína bem distribuídas ao longo do dia.




