No dia 11 de agosto, o governo chileno começará a aplicar um reforço imunológico na parcela da população que tomou duas doses da CoronaVac — a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. A injeção extra será com o imunizante da AstraZeneca e, inicialmente, terá foco na faixa etária acima dos 55 anos.

“Considerando a evolução ao longo do tempo da eficácia das vacinas e o risco representado pela variante Delta, e depois de receber recomendações dos especialistas mais qualificados, decidimos iniciar um reforço da vacinação”, disse o presidente do país, Sebastián Piñera, na quinta-feira 5.

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OMS pede até final de setembro para aplicação de dose de reforço

O reforço na vacinação ocorre apesar do apelo do secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, para que doses adicionais não sejam aplicadas enquanto parte dos vulneráveis não forem  protegidos.

“Entendo a preocupação de todos os governos em proteger sua população da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas, usem ainda mais, enquanto as pessoas mais vulneráveis do mundo permanecem desprotegidas”, disse Tedros na quarta-feira 4. “A OMS está pedindo uma moratória sobre doses de reforço até pelo menos o final de setembro, para permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada.”

 

 

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