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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL-FOLHAPRESS) — No cargo como interino desde agosto de 2021, o baiano Ednaldo Rodrigues foi eleito presidente da CBF com 137 votos. Seu mandato se inicia agora e vai até março de 2026. Ele era candidato único: aglutinou apoio de quase todos os clubes e federações, o que impediu o registro de qualquer chapa de oposição.

Havia uma decisão da Justiça de Alagoas que impedia a realização da eleição em uma ação movida pelo vice-presidente Gustavo Feijó. Mas a CBF alegou que não foi intimada e que o tribunal alagoano não era a esfera indicada para definir o caso. Por isso, seguiu com o pleito. A CBF tenta derrubar a liminar.

Feijó esteve na sede da CBF, entrou no auditório para a votação e saiu na sequência. Andava com auxiliares e advogados ao seu lado. Estava contrariado por não cumprimento da decisão judicial.

Participaram da eleição 39 clubes das Séries A e B e 26 federações. Esteve ausente a Federação Alagoana, cujo presidente é Felipe Feijó, filho do opositor Gustavo Feijó. A Ponte Preta iria votar por meio da FPF (Federação Paulista de Futebol), mas sua procuração não foi aceita por conta das regras da CBF. Alguns times outorgaram para federações estaduais os direitos de votos.

Há pesos diferentes para cada um deles, com peso três para federações, dois para clubes da Série A e dois da Série B. Por isso, Ednaldo teria sido eleito só com o apoio das 26 federações, que somavam 78 votos. Os clubes da elite toparam referendar essas regras para o pleito.

“São nove meses de todo esse tipo de situação, de injúrias, de infâmias. Hoje, a democracia venceu. Não preparei discurso porque passei esse tempo me defendendo do preconceito, tenho caráter ilibado. Sofri todo tipo de pressão e preconceito. Tive meus telefones grampeados, meus e-mails violados”, disse Ednaldo em seu discurso.

“Preconceito por ser do Nordeste, por ser baiano, por ser do interior, o presidente por ser negro. Essa é a grande realidade e a grande resposta. Não fui só eu que disse não a esses preconceitos. Agradeço as 26 federações, aos 20 anos de clubes, os 20 clubes da Série B. Todos os nossos membros de chapas”, acrescentou o presidente eleito.

Houve a necessidade de uma nova eleição da CBF após o afastamento definitivo do ex-presidente Rogério Caboclo. A Comissão de Ética da entidade o puniu por conta de denúncias de assédio sexual e moral a funcionários e funcionários da confederação. O processo foi longo e só se concluiu em fevereiro com votação para sacramentar sua saída feita pela Assembleia Geral composta pelas federações.

 

RODRIGO MATTOS/FOLHAPRESS

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