Fontes-Dutra lembra ainda que há “várias epidemias” ocorrendo no país, com momentos diferentes – e que o ideal seria tratá-las de forma individual.

O virologista Eduardo Flores, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, é da mesma opinião.

“O comportamento das epidemias é muito assincrônico. No início tem um pico muito grande no Rio, em São Paulo, Fortaleza, Manaus, Recife”, diz. “Nós aqui no Sul, por exemplo, nosso pico foi agora – agosto, setembro. No Brasil, são 27 estados, então existem 27 epidemias diferentes e cada uma delas está se comportando de maneira diferente”, avalia Flores.

O que diz o governo

 

Na visão do Ministério da Saúde, a diminuição dos testes realizados em setembro parece coerente com outros indicadores, como as internações.

“A taxa de ocupação e a taxa de internação também teve (sic) uma queda considerável”, disse o secretário-executivo Élcio Franco na quinta-feira (17).

 

Citando o programa “Diagnosticar para cuidar”, os representantes da pasta defenderam que a média das últimas cinco semanas é superior à verificada no início da pandemia.

“Nós saímos de uma média extremamente baixa de mil e poucos exames lá em março e estamos hoje fazendo a média de 30 mil exames por semana. Então, acho que isso sim é um incremento. Temos hoje uma capacidade de testagem no Brasil extremamente consolidada”, disse Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O primeiro caso brasileiro de Covid-19 foi confirmado no país no dia 26 de fevereiro, com a primeira morte em 12 de março. Em julho, o país teve o número mais alto de mortes em toda a pandemia. Até as 20h desta terça-feira, eram 154.888 óbitos por Covid-19 no Brasil.

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