Um dos generais mais respeitados do Exército brasileiro, hoje na reserva, Alberto dos Santos Cruz afirmou “não ter visto novidades” nas declarações emitidas por Jair Bolsonaro, pelo ministro da Defesa e pelos comandantes militares hoje e nos últimos dias. Neste sábado, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os comandantes das três Forças, general Edson Pujol (Exército), almirante Ilques Barbosa (Marinha) e o tenente brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti (Aeronáutica), assinaram uma nota conjunta em que afirmam a separação entre as Forças Armadas e a política, na mesma toada do que Pujol disse esta semana e que Bolsonaro reafirmou ontem.

“O Brasil precisa de uma junta médica. Só assim. Não tem nenhuma novidade em afirmar que as Forças Armadas são separadas do governo. As Forças Armadas não têm partido”, afirmou

Segundo Santos Cruz, quem se incomoda com esta frase “tem um vínculo emocional indevido” com o governo.

As frases e notas públicas ocorreram após Bolsonaro defender o uso de “pólvora” para defender a Amazônia, em referência aos Estados Unidos — o que incomodou militares da ativa e da reserva.

Pujol fez dois discursos em eventos públicos salientando que o Exército é uma instituição do Estado e não de governos. Disse ainda que os militares não querem se envolver com a política nem a querem dentro dos quartéis.

Hamilton Mourão, general da reserva como Santos Cruz, também falou publicamente na mesma linha.

Bolsonaro também se pronunciou concordando com isso, mas ressaltando que Pujol foi escolhido por ele e que é o presidente o chefe das Forças Armadas.

“A afirmação do general Edson Leal Pujol (escolhido por mim para comandante do Exército), de que ‘militares não querem fazer parte da política’ vem exatamente ao encontro do que penso sobre o papel das Forças Armadas no cenário nacional. São elas o maior sustentáculo e garantidoras da Democracia e da Liberdade e destinam-se, como reza a Constituição, ‘à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de quaisquer destes, da lei e da ordem”, escreveu o presidente no Twitter.

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