O presidente Jair Bolsonaro disse ao comandante do Exército , general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que não quer que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , seja punido por participar, sem máscara, de um ato em favor do presidente no Rio de Janeiro no domingo passado (23) , poucos dias após defender o uso de máscara contra a Covid-19 na CPI .

Segundo o jornal Folha de S.Paulo , Bolsonaro deu sinal de que busca livrar Pazuello de qualquer punição durante viagem que fez a São Gabriel da Cachoeira (AM) com Paulo Sérgio, comandante do Exército, onde o presidente foi inaugurar uma ponte de menos de 20 metros em visita de dois dias a partir de quinta (27).

General da ativa , Pazuello está no topo da carreira de intendente, responsável pela logística militar, com três estrelas. O comandante do Exército é, portanto, seu superior, e o pedido de proteção ao ex-ministro da Saúde feito por Bolsonaro acirra a já grave crise entre o Planalto e o Exército , de onde o hoje presidente saiu quase expulso como capitão em 1988.

Na viagem ao Amazonas em que Bolsonaro defendeu que Pazuello não seja punido estavam presentes, além do comandante do Exército, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. Os dois são generais de quatro estrelas, também superiores a Pazuello na hierarquia militar , e não teriam gostado do pedido feito pelo presidente para livrar seu ex-ministro.

Entre os generais, a “desfaçatez” de Pazuello em ser  flagrado sem máscara em diversas oportunidades, mas defender “medidas preventivas” na CPI da Covid no Senado e depois ir ao ato bolsonarista sem máscara não foi bem vista. O ex-ministro da Saúde deve, inclusive, ter de voltar à CPI em breve para dar explicações. Em seu último depoimento, Pazuello foi acusado de mentir dezenas de vezes, o que configura crime .

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

7 − cinco =