O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (22), em conversa com apoiadores, que a política da Petrobras “só tem um viés”: o de atender aos interesses de “alguns grupos no país”. Ele não especificou quais grupos teriam os interesses contemplados pela estatal.

Bolsonaro anunciou no fim da semana passada a troca na presidência da Petrobras. Para o lugar de Roberto Castello Branco, ele escolheu o general Joaquim Silva e Luna, diretor de Itaipu Binacional.

Bolsonaro tem demonstrado insatisfação com a política de preços da Petrobras e com os reajustes nos preços dos combustíveis praticados pela estatal nas refinarias. Só que a troca no comando da empresa repercutiu mal no mercado financeiro, que viu no gesto de Bolsonaro uma interferência política na Petrobras.

“Dia 20 de março encerra o prazo da vigência do atual presidente. É direito meu reconduzi-lo ou não. Ele não será reconduzido. Qual o problema? É sinal de que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras, atender aos interesses próprios de alguns grupos do Brasil, nada mais além disso”, disse Bolsonaro aos apoiadores.

O litro da gasolina nas refinarias acumula alta de 34,78% desde o início do ano. Já o diesel subiu 27,72% no mesmo período.

A Petrobras reajusta os preços conforme a cotação do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar em relação ao real. Bolsonaro disse que não interferirá na política de preços, mas cobra previsibilidade.

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