Em transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira, 29, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), falou sobre as expectativas para implementação de voto auditável no Brasil antes das eleições de 2022. Segundo ele, tratativas foram feitas pessoalmente com lideranças da Câmara e do Senado. “Tive contato com a liderança da Câmara, do Senado, para ver se nós aprovamos até setembro um voto auditável pela ocasião das eleições do ano que vem. O que é o voto auditável? Você vota, o voto é impresso em um papel, você concorda e aperta um botão e aquele papel, que não passa pela tua mão, cai dentro da urna”, explicou. O presidente criticou a “pouca transparência” do Tribunal Superior Eleitoral após as votações afirmando que eles não divulgam o número de votos para candidato por seção eleitoral.

“Não quero aqui culpar os ministros do TSE, quero dizer que o TSE, como instituição, sonega essa informação. A lei diz que a apuração é pública. O voto é secreto, mas a apuração é pública e ponto final. Nós temos que ter certeza que se o voto vai para o João, o voto é do João. E ponto final. É isso que nós queremos”, disse. O presidente afirmou que uma comissão deve ser instaurada na Câmara ainda nesta semana para análise de uma PEC da deputada Bia Kicis em prol do voto impresso. “Esperamos que os plenários da Câmara e do Senado aprovem aí para a gente acabar com uma dúvida no tocante de se há fraude ou não por ocasião das eleições”, afirmou. Bolsonaro também rebateu críticas de governadores estaduais sobre a quantidade de dinheiro dada aos brasileiros na segunda rodada do auxílio emergencial e disse que o programa, classificado por ele como “endividamento do Estado”, distribuiu mais renda ao país do que 10 anos de Bolsa Família.

“Bota mil reais até o final do ano, já que me criticam, bota mil reais até o final do ano, em especial os Estados do Nordeste, que fizeram caixa com o nosso auxílio do ano passado e têm dinheiro para dar um auxílio emergencial complementar de mil reais até o final do ano”, afirmou. Mais uma vez, o presidente criticou a “política do fica em casa” dos governadores, chamou o representante de São Paulo, João Doria (PSDB) de “ditadorzinho” e relacionou os Estados que têm menos desenvolvimento econômico com partidos como PCdoB, PT e PSOL, classificados por ele como favoráveis à miséria da população em busca de votos. “Uma população na miséria é uma população que vai começar a depender cada vez mais do Estado e a tendência é dar o voto para quem dá a muleta para ele”, disse o presidente, que também lamentou as 400 mil mortes causadas pela Covid-19 no Brasil.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

dezesseis + 7 =