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A Bolsa chegava a subir mais de 3%, e o dólar comercial recuava nesta quinta-feira (2), enquanto o Senado votava e aprovava a PEC dos precatórios. Os senadores aprovaram a medida nesta tarde. Agora, ela voltará à Câmara dos Deputados.

Por volta das 15h, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em alta de 2,88%, registrando 103.677,64 pontos após dois seguidos de queda. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía 0,29%, vendida a R$ 5,655.

Ontem, o Ibovespa caiu 1,12% e fechou o dia aos 100.774 pontos. Já o dólar subiu 0,63%, cotado a R$ 5,671 na venda

Nesta quinta, o IBGE divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país recuou 0,1% no terceiro trimestre, praticamente em linha com o esperado pelo mercado. Com o resultado, o Brasil entra em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de queda.

A Bolsa subia puxado por Vale, bancos e papéis de setores como energia, saúde e construção.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

PEC dos precatórios aprovada no Senado

O Senado aprovou nesta tarde, em duas votações, a PEC dos precatórios, após o relator da medida, senador Fernando Bezerra (MBD-PE) fazer mudanças no texto para angariar apoio. A PEC adia o pagamento de precatórios, que são dívidas judiciais que o governo é obrigado a pagar. Também muda a regra do teto de gastos, o que equivale a um furo no teto, na prática. Agora, a PEC volta para a Câmara, onde passará por nova votação também em dois turnos.

A proposta aprovada abre espaço para o pagamento de R$ 400 aos beneficiários do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família). Com a PEC dos Precatórios, o governo planeja pagar R$ 400 por mês para cerca de 17 milhões de pessoas durante o ano de 2022, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentará a reeleição. Porém, pela MP (Medida Provisória) que cria o Auxílio Brasil, o benefício seria concedido a 20 milhões de famílias. A MP foi aprovada na Câmara no fim de novembro e, agora, será apreciada pelo Senado.

Quando o governo enviou a PEC ao Congresso, o mercado reagiu negativamente, com o temor de descontrole das contas públicas. Mas investidores avaliam que a aprovação agora é positiva porque reduz as incertezas, na medida em que delimina as condições em que haverá aumento de gastos.

Pedro Paulo Silveira, gestor na Nova Futura também cita como fatores relevantes para o mercado hoje a continuidade da volatilidade por conta das incertezas envolvendo a variante ômicron e o fato de a Bolsa estar “descontada”, ou seja, ter caído nos últimos dias. Isso faz com que a Bolsa fiquei mais “barata” e se torne atraente para investidores.

Brasil em recessão técnica

Mais cedo, o IBGE divulgou que o PIB do país recuou 0,1% no terceiro trimestre. Apesar de negativo, o número veio praticamente em linha com o esperado pelo mercado.

O resultado indica recessão técnica. Por definição, isso acontece país entra em recessão técnica quando há dois trimestres seguidos de queda. Ela é um sinal de alerta econômico. O cenário mais preocupante, de acordo com especialistas, é quando esse encolhimento da economia, com redução da produção, estende-se por um período prolongado e afeta vários setores econômicos.

O IBGE também revisou o resultado do segundo trimestre, que passou de -0,1% para -0,4%. A última recessão no país havia sido em 2020, quando o PIB caiu 2,3% no primeiro trimestre e 8,9% no segundo, fortemente impactado pela pandemia.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com informação da agência Reuters.

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