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Atores e atrizes paraibanos têm ganhado cada
vez mais espaço em grandes
vitrines de teledramaturgia
no país. O sucesso desses
artistas tem por base trabalhos no teatro e cinema, e
hoje eles são escalados para
novelas e séries de grande
alcance nacional. Quem inscreve seu nome pela primeira vez nessa história é Suzy
Lopes, estreante no elenco
de Quanto mais vida melhor,
próxima novela das 19h, da
Rede Globo. Ela vai contracenar com outro paraibano,
Thardelly Lima, que participa de sua primeira novela
na íntegra.

Depois de estrelar em
filmes como Fim de Festa
(2020), de Hilton Lacerda, e
Bacurau (2019), de Juliano
Dornelles e Kleber Mendonça Filho, a atriz de Cajazeiras
radicada em João Pessoa
desde a década de 1990 vai
viver Valdirene, personagem
que deve pertencer a um
núcleo cômico da produção, ao lado de Tato Gabus
Mendes, Ana Lúcia Torre e
Evelyn Castro. “Valdirene
é uma personagem que estou amando fazer. E acho
que o público vai gostar dela
também. Me instiga muito
viver personagens diferentes de mim, e Valdirene tem
as duas coisas: é diferente, mas se cruza comigo em
alguns pontos e fazer esse
contraponto, esse equilíbrio
tem sido um desafio. É uma
personagem divertida”, descreve a atriz.

O time de protagonistas conta com Giovanna Antonelli, Mateus Solano, Valentina Herszage e Vladimir
Brichta e a trama dirigida
por Allan Fiterman marca
a estreia de Mauro Wilson
como autor solo. O enredo se
desenvolve quando os protagonistas sofrem um acidente
aéreo fatal e, ao chegarem no
Céu, ganham uma nova chance e voltam a viver. O folhe

tim tinha previsão de estreia
para julho do ano passado,
mas, devido à pandemia, a
novela – que está sendo gravada inteiramente antes de ir
ao ar, para não correr o risco
da exibição ser interrompida
– só vai ser exibida provavelmente a partir do dia 22 de
novembro

“Sonhava em fazer teatro, sonhava em fazer cinema e sim, sonhava em fazer
novela. Quero ter todas as
experiências. Sempre assisti
novela quando era criança e
minhas primeiras referências
de atuação se deram através da novela”, destaca Suzy
sobre esse momento de sua
carreira. “E o Projac é tão gigante que é para se emocionar ao entrar lá mesmo”.

Para quem convive em
ambientes de produção artística e cultural em João
Pessoa, é difícil não ter se
deparado com Suzy Lopes,
que tem formação em Teatro
e em Literatura, declamando
poesias no projeto ‘Café em
Verso e Prosa’, projeto que
idealizou e produziu. Ou em
peças como Mercedes, do
grupo Galharufas, escrita
pelo dramaturgo Paulo Vieira e produzida especialmente para ela. A transição para a
indústria televisiva tem sido
um desafio que a atriz tem
gostado de enfrentar. “Na
televisão tudo é mais rápi

do. Recebemos os capítulos
na semana anterior a que
vai ser gravada, e eu estou
amando essa rapidez, esse
turbilhão de descobertas que
tenho vivido. Estou muito
instigada com tudo que tenho experimentado”.

Também de Cajazeiras,
no Sertão paraibano, Thardelly Lima dará vida ao personagem Odailson, e vai passar por várias confusões com
altos e baixos. Ele deve se
envolver em um triângulo
amoroso e vai tentar ter um
romance com Deusa, interpretada por Evelyn Castro,
além de ser o motorista do
Doutor Guilherme, personagem de Mateus Solano.

Atuando no teatro desde
1999, Thardelly já teve uma
pequena participação na novela Amor de Mãe, que contou
com outros atores paraibanos como Nanego Lira, Luiz
Carlos Vasconcelos e Lucy
Alves. Atualmente, quem está
no ar é o ator de Bananeiras,
no Brejo paraibano, José Dumont. Ele interpreta o personagem coronel Eudoro, no
folhetim das 18h, Nos tempos
do Imperador.

“Thardelly e eu temos
vários trabalhos juntos, nossa parceria começou há muitos anos, então é um conforto chegar e ser recebida por
alguém que você já tem uma
história juntos, de trabalho

e de vida”, conta Suzy Lopes
sobre o conterrâneo com
quem contracenou em Bacurau. Eles estarão ao lado
da atriz Bárbara Colen, que
protagonizou o filme dos diretores pernambucanos.

A televisão está implicada na reprodução de representações que perpetuam
diversos matizes de desigualdade e discriminação, por
isso é visto como importante
que a diversidade regional e
de sotaques estejam espelhadas para a população, e que
a presença de paraibanos
nesses tipos de produções
não seja uma exceção. “É inegável a qualidades de nossos
atores e atrizes, esse país é
absolutamente rico culturalmente. É um erro tentar citar
nomes, temos profissionais
incríveis demais. Tenho tanta
paixão por quem veio antes
de mim, por quem chegou
comigo e por quem virá. Um
país que não valoriza a cultura de seu povo, não cuida da
memória de seu povo”, defende a paraibana.

Outra emoção para a
atriz e diretora, que até a
pouco atuava como gestora
pública na coordenação de
Teatro da Fundação Espaço
Cultural da Paraíba (Funesc),
foi poder voltar a trabalhar
durante a pandemia. “É emocionante poder estar num set,
mesmo com os protocolos de
segurança, com máscaras,
óculos de proteção, macacão
descartável por cima das
roupas… Isso sempre irá me
emocionar naturalmente,
mas pelo momento que enfrentamos, essa emoção bate
de um jeito diferente. Uma
emoção mesmo poder voltar
a trabalhar”, conta ela, que
teve vários trabalhos cancelados no ano.

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