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A aprovação de Jair Bolsonaro despencou e chegou ao seu pior patamar neste fim de novembro, segundo a pesquisa Atlas, divulgada pelo Valor Econômico nesta segunda-feira 29.

Ao todo, apenas 19% avaliaram o governo positivamente, pior índice já registrado no levantamento. A desaprovação, por sua vez, se manteve em 60% e outros 20% passaram a ver o desempenho do governo como regular, o grupo intermediário somava 14% no último levantamento.

Há cerca de um ano, o ex-capitão mantinha 31% de apoiadores, índice que era considerado ‘um piso’ do bolsonarismo pelos pesquisadores. A queda, conforme apontou Andrei Roman, CEO do Atlas, ao jornal El País, deveria ‘preocupar’ o presidente.

De acordo com o pesquisador, leves quedas na popularidade se deram, ao longo do atual governo, em momentos de crise, como a revelação dos casos de rachadinha dos seus filhos ou demissões de ministros, como Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta. No momento, no entanto, não há nenhuma crise deste tipo em andamento.

A queda de popularidade, segundo a pesquisa, foi puxada pela inflação galopante registrada em novembro, crescimento do desemprego e alta desenfreada no preço de itens básicos, como alimentos e combustíveis. A corrupção, de acordo com o levantamento, também pesou na avaliação dos entrevistados.

Quando questionados sobre o maior problema do Brasil atualmente, 21,4% dos entrevistados marcaram a corrupção e 19,3% disseram que era a pobreza e a desigualdade social. Inflação e alta nos preços aparecem logo em seguida, com 16,7% das citações. Desemprego e falta de crescimento também tiveram lugar de destaque nos problemas indicados pela população, com 6,8% e 6,5% das citações, respectivamente.

“A população passou a enxergar a economia como um tema mais importante. Essa é uma preocupação que penetra todos os segmentos da sociedade. Enquanto Bolsonaro não controlar a inflação, melhorar os índices de desemprego e gerar crescimento econômico, continuará perdendo apoio”, destacou Roman ao jornal.

Segundo o levantamento, não foi apenas a popularidade do governo que desabou. O trabalho individual do presidente também registrou baixa histórica. Ao todo, apenas 29% dos brasileiros disseram aprovar o desempenho de Bolsonaro no Planalto, o índice era de 32% em setembro.

A desaprovação, neste caso, também chegou ao maior patamar registrado, 65% dos entrevistados disseram que desaprovam o trabalho individual do ex-capitão. O número é o mesmo registrado em maio do ano passado, quando chegou a pior avaliação até então.

A pesquisa Atlas entrevistou 4.921 pessoas de forma on-line entre os dias 23 e 26 de novembro. A margem de erro é de um ponto percentual e o índice de confiança é de 95%.

 

 

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