Dia de Finados: saiba como celebração pagã dos mortos virou tradição na Igreja Católica

Celebrado anualmente no dia 2 de novembro, o Dia de Finados é um evento que virou tradicional na Igreja Católica.
Em 2025, a data é comemorada neste domingo, quando as pessoas celebram a memória de pessoas queridas que já morreram.
A celebração que era pagã foi inserida na cultura da Igreja Católica, com as orações pelos mortos, segundo explica o padre Kléber Silva, de Tremembé (SP).
Segundo o pároco Kleber Silva, o arcebispo Isidoro de Sevilha ordenou a seus monges que oferecessem o sacrifício da Missa pelas almas dos defuntos no dia seguinte ao Domingo de Pentecostes.
“No século IX, o abade Eigil de Fulda prescreveu que no dia 17 de dezembro, aniversário de morte do Santo Estúrmio, fundador do mosteiro de Fulda, se fizesse memória de todos os fiéis defuntos ‘na missa, na salmodia e na sagrada oração’”, disse.
Segundo o pároco Kleber Silva, o arcebispo Isidoro de Sevilha ordenou a seus monges que oferecessem o sacrifício da Missa pelas almas dos defuntos no dia seguinte ao Domingo de Pentecostes.
“No século IX, o abade Eigil de Fulda prescreveu que no dia 17 de dezembro, aniversário de morte do Santo Estúrmio, fundador do mosteiro de Fulda, se fizesse memória de todos os fiéis defuntos ‘na missa, na salmodia e na sagrada oração’”, disse.
“Nossa fé não é na morte, nossa fé é na vida. Cremos na vida eterna, a morte é apenas uma passagem. Se não fosse assim, Jesus não teria dito que na casa do Pai há muitas moradas e que iria preparar para nós um lugar”, explicou o portal A12 do Santuário Nacional.
“Na oração do Credo professamos a ‘comunhão dos santos’: cremos na comunhão dos que já estão na glória, dos que ainda se purificam e nós que peregrinamos na terra. Todos formamos um só Corpo em Cristo. Oferecer a Eucaristia pelos falecidos é fazer nossos irmãos falecidos participar da obra redentora de Jesus: Ele ‘desceu à mansão dos mortos’ para que nenhum irmão ficasse abandonado na morte. A morte não rompe o vínculo que nos faz uma única Igreja de Cristo; apenas o transforma. Por isso, rezamos, acendemos velas, visitamos túmulos: gestos que dizem ‘você também faz parte da nossa família'”, completou Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Segundo a CNBB, no dia de Finados os católicos são convidados a fazer três gestos:
- Visitar o cemitério: não apenas para chorar, mas para rezar junto ao túmulo, professando que ali há um corpo que um dia ressuscitará, segundo a fé católica.
- Oferecer Missas: nas missas, pedir a salvação e orar pelos que mais necessitam de misericórdia.
- Viver a caridade: perdoar quem os magoou, reconciliar famílias partidas e partilhar com os pobres.
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