Até o mês de julho apenas 6,3% da população brasileira passou pelo teste para o novo coronavírus. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgada, nesta quinta-feira (20/8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Autoridades da área dizem que, apesar do aumento da capacidade de testagem, ainda existe limitações. De acordo com a pesquisa, foram testadas 13,3 milhões de pessoas no Brasil e, desse total, 20,4% obtiveram diagnósticos positivos para a infecção e 79,4%, negativos, ou seja, 2,7 milhões de pessoas testadas foram infectadas e 10,6 milhões obtiveram resultado negativo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) usa a taxa de pessoas com resultados positivos para doença como base para identificar se um país vem realizando testes suficientes. Para a OMS, o ideal seria que 5% dos testados tenham resultado positivo. A alta taxa brasileira indica, portanto, que o país vem testando apenas sintomáticos ou pacientes dentro do serviço de saúde.

O diretor médico Gustavo Campana, da Dasa, empresa de diagnóstico do grupo do laboratório Exame, afirma que a capacidade do país foi aumentando gradativamente, mesmo diante da corrida global na busca por insumos e reagentes necessários para a realização dos exames. “Os países que mais testaram são países que são produtores dos reagentes e insumos necessários para o teste. Tivemos uma corrida global pelos insumos de teste, então, a capacidade produtiva do país foi aumentando aos poucos.”

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