Um apagão atinge o estado do Amapá há 48 horas e tem causado uma série de dificuldades para a população. A falta de energia afeta também os serviços de abastecimento de água, internet e comércio que sofre com a perda de mercadorias que necessitam de refrigeração.

Das 16 cidades, apenas três mantêm energia porque são abastecidas por sistemas independentes. Na capital, Macapá, o fornecimento foi completamente suspenso.

Unidades de saúde estão sendo mantidas por geradores. Além disso com o abastecimento de água encanada paralisado a procura da população por itens essenciais como combustíveis e água mineral aumentou.

A Companhia de Águia e Esgoto do Amapá (Caesa) informou que está retomando o abastecimento, e deve contratar geradores auxiliares.

O sistema de telefonia também apresenta inconsistência em boa parte do estado devido à falta de energia. Muitas lojas do comércio estão com as vendas suspensas por problemas em seus sistemas.

Enquanto isso, a população lotou hotéis que tem gerador próprio para poder dormir com ventilação, luminosidade e serviços de internet.

O prefeito de Macapá Clécio Luís (sem partido) decretou no final da tarde de quinta-feira (5) estado de calamidade pública na capital por 30 dias.

Também foi assinado um segundo documento, que autoriza o funcionamento 24 horas de postos de combustíveis. Por causa dos decretos de restrição de atividades econômicas em função da prevenção da Covid-19, os locais estavam autorizados a funcionar de 6h até 22h.

O apagão foi causado por um incêndio em no transformador 1 da Subestação de Macapá, de propriedade da empresa LMTE, responsável pela energia do estado, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para resolver o problema, foi formado um gabinete emergencial uma das ideias é recuperar um dos transformadores queimados e que foi menos danificado. Isso poderia trazer o retorno de 70% da energia no estado, mas a operação pode levar mais 48h. Outra ideia é trazer um gerador de energia de Laranjal do Jari, mas, por pesar 100 toneladas, o processo levaria em torno de 15 dias.

A terceira alternativa é trazer de Boa Vista um transformador que iria de avião, mas isso levaria até 30 dias.

“Temos uma perspectiva de reparo de um dos transformadores ainda no dia de hoje. Se for bem-sucedido, restabelecerá de 60% a 70% da carga do estado do Amapá. Mas estamos desencadeando outras ações para que em até 30 dias todos os transformadores estejam aqui para dar total segurança energética”, informou o ministro Bento Rodrigues, em entrevista agora pela manhã à Rede Amazônia.

Em postagem na tarde dessa quinta-feira (5), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que recebeu uma ligação do ministro Bento Albuquerque e que o processo pode levar mais 24h.

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