No cenário do “novo normal”, com pessoas fazendo compras de máscara e com álcool em gel na entrada das lojas, aumenta o número de estabelecimentos com portas fechadas, exibindo placas de “Aluga-se” e “Passa-se o ponto”. Em alguns casos, elas sinalizam empresas que não sobreviveram aos efeitos da pandemia e encerraram as atividades definitivamente.

Esse já era um panorama previsto pela Câmara dos Dirigentes Lojistas desde julho, quando a entidade falava em fechamento de cerca de 30% dos estabelecimentos da cidade, incluindo os de serviço, como bares e salões de beleza. O cálculo do Sindicato dos Lojistas não inclui os serviços, mas também fala em perda significativa: em torno de 21,4% de cerca de 35.000 afiliados, não resistiram à pandemia e deixaram de funcionar. Até o começo de 2021, o sindicato estima que 5% das que abriram em agosto também correm risco de encerrar as atividades.

Em pesquisas com empresários, o Sindilojas elencou os principais motivos que levaram ao encerramento de lojas. Entre eles, a dificuldade na negociação do aluguel com os donos dos imóveis, as dívidas com bancos e fornecedores e o pagamento dos passivos trabalhistas dos funcionários demitidos.

Com as mudanças na rotina durante a pandemia, sem festas ou bares durantes cinco meses, ele diz que um dos setores mais afetados na capital é o da moda. “Ele está vendendo cerca de 20%, porque as pessoas não estão saindo, então não estão comprando.

Em shopping centers, 15% das lojas fecharam as portas

 

“Foram as lojas satélites, as menores, que fecharam, e elas representam a maioria dos estabelecimentos nos shopping centers. O que está vendendo melhor nos centros são lojas de itens para casa, porque as pessoas agora querem uma panela mais cara e uma roupa de cama melhor, já que não saem”,

Os proprietários dos centros de compras fizeram bons acordos com os lojistas para diminuir a cobrança de aluguel e condomínio durante o tempo em que as lojas permaneceram fechadas, segundo França. Mas, com a autorização de funcionamento de segunda a sábado, os preços estão aumentando novamente, diz o superintendente. “Os donos não dão perspectiva de como ficará o valor daqui três meses, e as vendas caíram entre 50% e 70%”, aponta. Para o representante, o faturamento só deve chegar ao patamar de antes da pandemia no segundo semestre de 2021.

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