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A Petrobras anunciou no início da semana um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel, que começaram a valer desde terça (26). Com o novo reajuste, o diesel subiu 9,15% e já acumula alta de 65,3% nas refinarias.

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros no Município de João Pessoa (Sintur-JP) recebeu o anúncio com preocupação,  pois as consecutivas altas do diesel têm causado prejuízos ao sistema de ônibus metropolitano de João Pessoa, complicando ainda mais a situação financeira das empresas e deixando a operação insustentável.

 

Só o combustível (diesel) representa aproximadamente 29% dos custos da tarifa de ônibus. Essa é a segunda maior despesa do setor.

“Esses aumentos sucessivos, no patamar que o preço do óleo diesel está hoje, representam para o transporte coletivo um risco real, tendo em vista que há quase dois anos o valor da tarifa permanece inalterado, o que compromete a sustentabilidade da operação”, declarou o diretor-institucional do Sintur-JP, Isaac Júnior Moreira.

O cálculo da tarifa de ônibus é feito com base no resultado da divisão de todos os custos do sistema de transporte coletivo, pelo número de passageiros pagantes. Atualmente, o valor da passagem na capital é de R$ 4,15.

A proposta do Sintur-JP é que o sistema encontre parceria com o poder público para enfrentar a crise econômica e não onerar o passageiro.

“Em várias cidades do país há exemplos de atitudes dos poderes públicos que possibilitam a redução de custos sobre a população que utiliza o ônibus. Há exemplos de cidades e estados que poderiam ser replicados em João Pessoa para viabilizar a manutenção do valor da tarifa para o passageiro pagante como Recife, Fortaleza, Brasília e São Paulo, que são exemplos de redução ou mesmo de desoneração tributária e implementação de subsídios para amenizar os custos do passageiro pagante. É importante que, em momentos de exceção e de extrema dificuldade, a tomada de medidas não convencionais, por parte dos poderes públicos e agentes envolvidos, na prestação de um serviço essencial como o transporte coletivo de passageiros”, finalizou Isaac.

Segundo dados da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), os sistemas de transporte público coletivo urbano de todo o país amargam prejuízos acumulados de mais de R$ 10 bilhões devido à drástica redução das receitas decorrente da queda da demanda de passageiros, agravada pela falta de medidas de socorro emergencial específicas por parte do poder público.

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