Em entrevista à CNN neste sábado (5), a infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Richtmann, disse que é possível falar em uma nova onda de Covid-19 diante do aumento no número de casos, no Brasil e no mundo.

“Vemos uma maior procura no pronto-socorro, nos consultórios, nas farmácias… Tudo leva a crer que estamos tendo uma repercussão do que está acontecendo no resto do mundo. É preciso observar o que ainda vai acontecer, mas a tendência é que estamos diante, sim, de uma nova de casos”, disse a especialista ao CNN Sábado.

Segundo ela, são muitos os fatores que explicam a curva crescente de casos. Com o avanço da vacinação, o vírus “perdeu virulência”, embora siga em constante mutação. “Isso faz com que tenhamos uma menor percepção de risco quanto à doença, o que implica em uma menor procura por vacinas”, disse Richtmann, que ainda apontou a adesão às doses de reforço como um dos motivos para o surgimento da “nova onda”.

“Mais do que ver quantas doses de reforço a pessoa tomou, é importante saber há quanto tempo tomou. Todas as vacinas, principalmente as ‘originais’ que todos nós tomamos, têm um limite de tempo de proteção. Se você tomou o reforço há mais de quatro meses, seguramente a quantidade de proteção já é bem mais baixa.”

A flexibilização das medidas de contenção, como a desobrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados e nos transportes públicos, também entra na conta. Olhando especificamente para o Brasil, a infectologista atribui a alta de casos também às temperaturas mais baixas dos últimos dias, que costumam favorecer a circulação do vírus, e às aglomerações causadas pelas eleições de 2022.

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