Ministrou determinou a medida após delegado decidir tomar atitudes fora do escopo inicial da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do delegado da Polícia Federal (PF) responsável por conduzir o inquérito sobre uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão. Felipe Leal havia sido designado para o posto em julho pelo próprio Moraes.

Em sua decisão, o ministro do STF ressaltou que o delegado havia determinado a realização de diligências sobre atos do atual diretor da PF, Paulo Maiurino, o que estaria fora do escopo inicial da investigação. O ministro disse que não “há, portanto, qualquer pertinência entre as novas providências referidas e o objeto da investigação”.

Entre as medidas adotadas por Felipe Leal estavam o pedido de informações sobre a decisão da PF de exonerar o delegado Alexandre Saraiva do comando da Superintendência da PF do Amazonas. Na época, ele havia apresentado uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Moraes informou que “o presente inquérito foi instaurado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, para apuração de supostos fatos noticiados em pronunciamento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Fernando Moro, iniciado às 11h do dia 24/4/2020, no auditório Tancredo Neves, localizado no Palácio da Justiça, edifício-sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, imputando a prática de ilícitos ao presidente da República”.

Com a medida, a direção da Polícia Federal (PF) ficará responsável por designar um novo delegado para o caso.

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