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O empresário Ruan Ferreira de Oliveira, mais conhecido como Ruan Macário, acusado de atropelar e matar o motoboy Kelton Marques em setembro do ano passado, em João Pessoa, teve um novo pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Apesar de ser alvo de um mandado de prisão preventiva, Ruan segue foragido da Justiça.

A defesa alegou, ao apresentar o pedido, “a existência de constrangimento ilegal ante a ausência de fundamentação idônea a justificar a decretação de sua segregação cautelar, bem como ausência dos requisitos ensejadores da prisão preventiva”.

Ao analisar o pedido, o ministro Jesuíno Rissato entendeu que “não se vislumbra a existência de qualquer flagrante ilegalidade passível de ser sanada pela concessão da ordem de habeas corpus”. Jesuíno Rissato também destacou que “dados concretos” extraídos dos autos, “evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para garantia da ordem pública, notadamente em razão da forma pela qual o delito foi em tese praticado”.

O ministro pontua que Ruan “agiu com total imprudência e negligência, na condução do automóvel, desenvolvendo altíssima velocidade, desde a BR de Cabedelo até a via conhecida por Retão de Manaíra, onde chegou a desenvolver mais de 160 km/h, que teria sido a velocidade no momento do impacto”.

Ainda segundo ele, consta também que no instante da colisão o acusado teria avançado o sinal vermelho, atingindo motociclista, “o que revela a gravidade concreta da conduta e justifica a imposição da medida extrema”. “O paciente fugiu do local do delito sem prestar socorro a vítima, circunstância que também justifica a imposição da medida extrema.

Entenda o caso

O entregador Kelton Marques morreu após ser atingido por um carro em alta velocidade, no Retão de Manaíra. Moradores da região afirmaram que a colisão aconteceu por volta das 4 horas da manhã.

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas quando chegou a vítima já estava sem vida. Kelton Marques tinha 33 anos, duas filhas e morava em Santa Rita. Ele trabalhava em um restaurante que atendia nas madrugadas, e na hora do acidente já tinha terminado as entregas do dia e voltava para casa.

Com o impacto, a vítima chegou a ser arremessada e a motocicleta teve destruição total. O carro ficou parcialmente destruído. De acordo com o delegado do caso, Luiz Eduardo, latas de cerveja e substâncias entorpecentes estavam espalhadas pelo carro do motorista.

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