Em nota encaminhada à imprensa na manhã desta quarta-feira (17), o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, classificou a pandemia de Covid-19 como “a maior tragédia sanitária da história do nosso país”. O gestor afirmou que este seria o momento de estarmos “unidos, tendo um único pensamento, salvar vidas de brasileiros, indistintamente do nível sócio econômico”. “Acorda Brasil”, exclamou.

Conforme atualização da Secretaria de Saúde, o estado possui, na manhã desta quarta-feira (17), um total de 69 pacientes a espera de leitos de enfermaria e UTI para tratamento da Covid-19.

De acordo com o último boletim do estado, foram confirmados 44 novos óbitos desde a última atualização – sendo 38 deles nas últimas 24 horas. As mortes ocorreram entre os dias 11 e 16 de março de 2021, sendo seis deles em hospitais privados e os demais em hospitais públicos.

“Não nos iludamos com ampliação de leitos. São métodos paliativos de gestão. Aos familiares daqueles que se foram e pereceram precocemente a certeza de muitas mortes evitáveis e a tristeza, a saudade e o choro copioso dos que ficam”, completou.

Confira o texto na íntegra:

Estamos diante da maior tragédia sanitária da história do nosso país. Um Brasil majestoso,um povo alegre e hospitaleiro jamais deveria permitir que um tema de saúde pública se configurasse como uma disputa política com grupos sectários de ambos os lados. Seria o momento de estarmos unidos, tendo um único pensamento, salvar vidas de brasileiros, indistintamente do nível sócio econômico, principalmente dos nossos idosos, que representam a maioria dos mortos. Enveredamos por discussões inúteis e acirradas em redes sociais,abandonamos a ciência,idolatramos drogas inefetivas, condenamos o isolamento social em momentos cruciais, que precisávamos utilizá-lo, desprezamos as máscaras, realizamos eleições atemporais, insistimos em minimizar o novo coronavírus, falhamos na aquisição precoce das vacinas, investimos parcos recursos na Atenção Primária à Saúde e na nossa malha hospitalar ao longo dos anos associados a má aplicação e manutenção. Recebamos e reconheçamos com humildade nossos erros, acalmem os ânimos e nos unamos com a chegada de um novo Ministro contribuindo com o mesmo e todos os entes federados em conjunção possamos sair do cadafalso em que nos encontramos. Não nos iludamos com ampliação de leitos. São métodos paliativos de gestão. Aos familiares daqueles que se foram e pereceram precocemente a certeza de muitas mortes evitáveis e a tristeza, a saudade e o choro copioso dos que ficam. Um ano que se foi e nunca esqueceremos. ACORDA BRASIL.

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