O aceno feito pelo presidente Jair Bolsonaro aos caminhoneiros na sexta-feira (8), quando disse que planeja zerar o imposto federal do óleo diesel em 2022, não foi suficiente para aliviar a insatisfação da categoria com os preços dos combustíveis.

Na avaliação do motorista José Roberto Stringasci, presidente da ANTB (associação nacional do transporte), trata-se de “conversa para boi dormir”.

O que os caminhoneiros querem, segundo ele, é o fim do PPI (Preço de Paridade de Importação) no cálculo dos combustíveis pela Petrobras. A política acompanha as variações de preços no mercado internacional e é afetada pelo dólar.

Para Stringasci, sem alterar o PPI, o custo pode voltar a subir em pouco tempo. “Foram palavras jogadas ao vento. Se quiser mexer, não adianta querer tirar só a casca e não tratar o ferimento”, afirma o motorista. Ele diz que os caminhoneiros já enviaram uma proposta à Petrobras, pedindo para retirar a política, mas não tiveram retorno.

Segundo Plínio Dias, presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) que organizou uma tentativa de greve da categoria no fim de julho, se a solução proposta por Bolsonaro vier só em 2022, será tarde demais.

“Nós agradecemos, mas estamos precisando para esse ano. Quem faz ano que vem pode fazer hoje. Sabemos que vai ter muita promessa no ano que vem por causa das eleições”, diz Dias.

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