O almoço do comandante da Aeronáutica com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes nesta semana foi indigesto para boa parte dos integrantes das Forças Armadas. As críticas foram feitas tanto por membros de alta patente como em grupos de WhatsApp, em especial da Força Aérea Brasileira (FAB), comandada pelo brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr.

O fato mais lembrado pelos militares foi uma declaração dada pelo ministro em julho do ano passado. Na ocasião, Gilmar afirmou em uma live que o Exército estava se associando a um genocídio na pandemia, ao ocupar postos de comando no Ministério da Saúde. Naquele momento, o general Eduardo Pazuello estava à frente da pasta. Como reação, o Ministério da Defesa divulgou uma nota exaltando a ação das Forças no combate à Covid-19.

Integrantes da cúpula militar descreveram Gilmar como “persona non grata” pelas Forças Armadas e classificaram o gesto do brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr. de procurar o ministro como um “erro”. No encontro revelado pelo jornal “Folha de S. Paulo”, o comandante da Aeronáutica negou para Gilmar qualquer apoio a um golpe no país. A agenda acontece num momento em que a tensão entre o STF e o presidente Bolsonaro atinge o ápice.

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