Nomeada nova presidente do maior banco público do Brasil – Caixa Econômica Federal – a economista Daniella Marques garante uma série de medidas para apurar denúncias de assédio contra o ex-chefe da instituição, Pedro Guimarães, que pediu exoneração do cargo após o escândalo envolvendo seu nome ganhar repercussão na última semana.

Daniella afirma que independentemente do resultado das apurações, “se existem culpados ou não, essa causa é para já”.

“Metade das mulheres do Brasil são vítimas de assédio no trabalho, então a Caixa, que sempre foi o banco de todos os brasileiros, daqui para a frente, e tenho aprovação de todos os órgãos internos para isso, vai ser a mãe da causa das mulheres. Não é aceitável que haja violência contra mulher”, afirmou.

Segundo ela, assim que assinou o termo de posse, houve uma reunião com o alto comando da Caixa para definição de um plano de ação, incluindo o afastamento de outras pessoas que estão evolvidas nas apurações, “porque agora temos de proteger a imagem da instituição”, disse em entrevista TV Record na noite deste domingo (3).

O conselho de administração do banco público aprovou a realização de uma auditoria externa para apurar as denúncias de assédio e rastrear outros membros da cúpula que acobertaram a situação, e Marques quer ainda um comitê de crise para apurar os episódios narrados pelas vítimas.

“Já me disseram que banco não era lugar de mulher, sei um pouco das barreiras que norteiam essa causa […] Asseguro que tudo será feito com independência, rigor e seriedade, e, se realmente for comprovado, todas as punições cabíveis serão feitas”, declarou.

f5online

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