
O governo do Irã acusou os Estados Unidos (EUA) de estarem por trás dos ataques de Israel e suspendeu as negociações com Washington sobre o programa nuclear do país persa, em Omã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, disse que não faz sentido negociar com o principal cúmplice da agressão contra Teerã.
“Os EUA, apesar de todas as suas alegações sobre diálogo e diplomacia, apoiaram a agressão do regime sionista, incluindo o ataque às instalações nucleares pacíficas do Irã”, disse Esmail nesta segunda-feira (16) em coletiva de imprensa.
O ministro das relações exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, em comunicado publicado também nesta segunda-feira, defendeu que a agressão de Israel não poderia ter ocorrido sem o apoio dos EUA.
“Temos evidências sólidas de que forças e bases americanas na região auxiliaram os ataques do regime sionista. Monitoramos de perto e possuímos provas substanciais de como as forças americanas auxiliaram o regime sionista, mas mais reveladoras do que nossas evidências são as declarações explícitas do presidente dos EUA expressando apoio. Portanto, consideramos os EUA cúmplices desses ataques e exigimos que assumam a responsabilidade”, disse o ministro iraniano.
O analista militar e especialista em geopolítica, Robinson Farinazzo, avalia que os ataques de Israel contra o Irã em meio as negociações com os EUA quebraram a confiança entre os países, podem inviabilizar um futuro acordo e terão consequências duradouras para o Oriente Médio.
“Mesmo que a guerra acabe agora, a confiança foi quebrada, tanto do Irã com Israel, como de Israel com EUA. Isso pode levar a que o Oriente Médio acabe se nuclearizando. Se o Irã fizer sua bomba nuclear, provavelmente a Arábia Saudita e a Turquia vão fazer a sua também. Houve quebra de confiança porque Israel atacou o Irã enquanto negociava com EUA”, disse o especialista.
Redação/Agência Brasil






