
No cenário atual de alta nos preços do cacau, a indústria tem apresentado ao mercado alternativas mais baratas: produtos que não cumprem as especificações mínimas para serem chamados de chocolate e se apresentam como “sabor chocolate”.
No Brasil, a legislação exige que um produto tenha no mínimo 25% de cacau para que seja chamado de chocolate – em contraste, “produto sabor chocolate” tende a ter uma quantidade muito menor desse ingrediente essencial.
A engenheira de alimentos Luciana Monteiro explica que para se assegurar de que o produto escolhido é de fato chocolate é preciso conferir a descrição da embalagem. Ela detalha como proceder em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (17).
Luciana recomenda também a leitura atenta da lista de ingrediente: por lei, eles são listados em ordem decrescente de quantidade. Se o açúcar figurar como o primeiro ingrediente da lista, isso indica que o produto contém uma proporção maior de açúcar do que de cacau, sendo um sinal de alerta sobre a qualidade.
G1






