
Os Correios reduziram o prejuízo líquido no segundo trimestre de 2026. Segundo a companhia, entre abril e junho, a estatal registrou resultado negativo de R$ 2,39 bilhões, uma melhora de 24,4% em relação à perda de R$ 3,16 bilhões contabilizada no primeiro trimestre.
A receita líquida avançou 3,8% no período, passando de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. O resultado negativo antes das despesas financeiras também recuou aproximadamente 25%, de R$ 2,52 bilhões para R$ 1,89 bilhão.
A melhora trimestral, porém, não foi suficiente para reverter o quadro. No primeiro semestre, o prejuízo acumulado chegou a aproximadamente R$ 5,55 bilhões. Segundo dados divulgados pela empresa, os Correios completam 16 trimestres consecutivos com resultado negativo. Em 2025, a estatal registrou prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões.
Despesas financeiras pressionam resultado
O desempenho da companhia continua sendo afetado por despesas financeiras, contingências judiciais e precatórios. As despesas financeiras somaram cerca de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre, alta de 161% em relação ao mesmo período de 2025.
O aumento inclui juros e encargos relacionados a contratos, empréstimos e obrigações acumuladas. A pressão financeira reduz o efeito das medidas de controle operacional e dificulta a recuperação do caixa.
Estatal busca novos recursos
Os Correios afirmam que o resultado está relacionado à execução do Plano de Reestruturação, que prevê revisão de despesas e contratos, reorganização interna, aumento da eficiência operacional e recuperação das receitas.
A estratégia também inclui a modernização do modelo de negócios e a preservação da cobertura dos serviços oferecidos à população.
No fim de 2025, a empresa contratou uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Os recursos foram utilizados para reforçar o caixa, alongar o endividamento e regularizar compromissos de curto prazo.
O financiamento, contudo, não eliminou a necessidade de novos recursos. Os Correios informaram estar em estágio avançado de estruturação de um novo empréstimo de aproximadamente R$ 7 bilhões, ainda sem detalhes divulgados sobre o contrato.
A estatal também confirmou um compromisso do governo federal de realizar um aporte de R$ 6 bilhões até o fim de 2027.
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