
A mistura de nostalgia com a tendência de comprar produtos “no escuro” tem impulsionado a popularidade das câmeras digitais portáteis entre jovens e colecionadores.
Inspiradas em modelos analógicos dos anos 1980, essas câmeras apostam no mistério do design surpresa, semelhante ao fenômeno dos brinquedos Labubu.
O principal destaque é a Kodak Charmera. Ao comprar, o consumidor escolhe apenas a caixa, sem saber qual será a cor da câmera: amarela, vermelha, azul, preta, branca ou colorida.
Existe ainda uma versão rara, com caixa transparente, cuja chance de encontrar é de 1 em 48, reforçando o apelo colecionável.
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Opções de cores da câmera Kodak Charmera, incluindo a edição secreta transparente — Foto: Reprodução
Apesar do visual divertido, as câmeras têm limitações técnicas. A resolução é baixa, em torno de 1,6 megapixel, bem distante dos 50 megapixels de smartphones atuais (ou até mais).
As fotos saem opacas, com pouco contraste e cores suaves, além de filtros e molduras que simulam o efeito de câmeras analógicas dos anos 1980.
Outro ponto é a ausência de conectividade: para transferir as imagens, é preciso retirar o cartão de memória ou conectar a câmera ao computador, como se fazia antigamente.
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