Bloco Principal 1

Empreendedora eterniza flores em peças e promove cursos sobre Arte Botânica em João Pessoa

Emoldurar o que é efêmero. Capturar o belo em meio à natureza e eternizá-lo em uma peça. Mesmo sendo algo tão delicado e com tempo de vida curto, as flores seguem como um grande símbolo de beleza almejado pelos apreciadores da arte. Com base na necessidade de suprir esse anseio segue sendo bastante difundida a Arte Botânica, produzida com flores, plantas, folhas, elementos reais que acabam sendo descartados quando perdem seu tempo de vida.

Emoldurar o que é efêmero. Capturar o belo em meio à natureza e eternizá-lo em uma peça. Mesmo sendo algo tão delicado e com tempo de vida curto, as flores seguem como um grande símbolo de beleza almejado pelos apreciadores da arte. Com base na necessidade de suprir esse anseio segue sendo bastante difundida a Arte Botânica, produzida com flores, plantas, folhas, elementos reais que acabam sendo descartados quando perdem seu tempo de vida.

Outro ponto forte da sua produção é a arte feita a partir das flores do próprio cliente. Erica costuma receber buquês de casamento ou flores que são presenteadas para produzir peças que eternizem a beleza e o momento especial, preservando a memória afetiva. Nestes casos, a eternização utilizando resina é a mais desejada, o que faz com que o buquê se transforme em outro item, como luminárias, objetos de decoração ou até onde a criatividade mandar.

Erica conta que o projeto mais inusitado em que já trabalhou (e que ainda não foi concluído) é uma guitarra. Ela detalha ainda que exigiu bastante trabalho, já que construiu toda a peça em resina partindo do zero. Além dos trabalhos personalizados, Erica produz algumas peças para pronta-entrega, com objetivo de comercialização em feiras. Nestas ocasiões, ela monta um estoque com biojoias, como brincos, pingentes, broches, além de outros itens que ela já sabe que possuem boa circulação nestes espaços. Erica diz que dedica um período criando exclusivamente para o evento, já que “são peças que eu não faço por encomenda, só faço a pronta-entrega. Porque eu faço de acordo com o que eu tenho, com as flores que eu tenho já em casa”.

O interesse por essa alternativa de arte, com foco na preservação e eternização de flores, tem sido crescente e, percebendo isso, Erica teve a iniciativa de ofertar cursos e oficinas sobre o assunto. Diante da falta de oferta de atividades similares, Erica percebeu a necessidade de uma ação para proporcionar a disseminação da Arte Botânica.

Oficinas com flores e sabores

A veia educadora que corre em Erica não se restringe somente à sala de aula, onde ela segue atuando. A artista e empreendedora conta que sempre teve vontade de oferecer oficinas sobre Arte Botânica, já que percebe o interesse das pessoas em relação ao processo de execução das peças e de preservação das flores.

Erica conta que “eu nunca fiz curso de resina. Não existia curso de resina quando eu comecei. Hoje em dia todo canto tem um curso. Eu aprendi sozinha porque não tinha, na verdade. Então é algo que eu realmente gosto, de ensinar”.

Uma destas oficinas  a oportunidade de estar presente após convite da idealizadora. Na tarde de um sábado, no Espaço Casa da Beta, localizado no bairro de Miramar, seis pessoas se reuniram com objetivo de conhecer mais sobre Arte Botânica e colocar em prática suas próprias ideias.

Na oficina participavam um homem e cinco mulheres das mais diversas áreas, desde engenharia, até direito e saúde. A maioria dos participantes nunca havia tido contato com esse tipo de técnica e a curiosidade sobre o assunto despertou o interesse em integrar a aula. Nos últimos anos, boa parte das gerações com mais de 30 anos de idade tem buscado se aprofundar em hobbies e descobrir novas habilidades ou até mesmo um escape da rotina. As atividades manuais, como a produção artística, ou prática de exercícios físicos têm sido bastante difundidas desde então, o que acaba popularizando a procura por aulas e instrução acerca do assunto.

Uma advogada que estava na equipe de alunos relatou que o principal motivo que a levou à oficina foi o fato de que sempre recebe flores de seu marido e no momento de descartar, o fazia com muita dó. Com os conhecimentos que buscava na oficina pretendia ressignificar esse momento e produzir arte com os presentes que ganha.  Durante a oficina, a maior parte dos alunos buscou a aula de Brte botânica movido pela curiosidade sobre a prática e pela beleza do resultado final. Uma das alunas, em conversa com esta repórter, contou que há um tempo atrás tinha ficado sabendo da oferta da oficina, mas não pôde fazer na época por desencontro de agenda. Assim que teve a oportunidade de conseguir tempo livre combinando com o horário e dia da oficina, não hesitou e logo se inscreveu.

Ao som de uma vitrola que tocava, principalmente, música cubana e latinoamericana mas também obras clássicas, todos sentaram-se diante de uma grande mesa preparada com os instrumentos necessários para o trabalho, como pinças, tesouras, lápis, pincel e outros utensílios. Cada mínimo detalhe parecia ter sido intencionalmente posicionado para aguçar a criatividade e propor inspiração para que os participantes se descubram como artistas.

Mesa de trabalho na oficina de arte botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB
Mesa de trabalho na oficina de Arte Botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB

Para iniciar a imersão no universo da Arte Botânica, os participantes da oficina receberam informações acerca do contexto histórico e utilizações no percurso humano. Logo em seguida, vieram explicações com auxílio da prática sobre a desidrataçãoprocessos de secagem e detalhes sobre as plantas que seriam utilizadas.

Erica Maria apresentou aos alunos as prensas que utiliza para produzir sua matéria-prima e deu algumas explicações sobre seu uso. Ela apresentou algumas flores que são facilmente encontradas na natureza e que são de fácil manipulação. A artista floral utiliza prensa manual e também faz uso de uma prensa de microondas. Ela explicou as etapas e materiais necessários para os processos de desidratação, além de detalhes que acabam se tornando chave para conseguir uma boa matéria-prima, que se trata do próprio material botânico desidratado e prensado.

A artista falou também sobre as flores que seriam utilizadas nas obras concebidas pelos alunos, que foram todas colhidas e secas por ela mesma. Erica prefere priorizar flores encontradas em meio à natureza, para facilitar o trabalho.

“A gente traz um manual dando dicas de que flores podem usar, a gente traz essa facilidade para saber que não precisa comprar. Que o que se aprende aqui na oficina não vai precisar de um grande trabalho para poder colocar em prática. Não vai precisar comprar, não vai precisar fazer uma encomenda em uma floricultura. Por exemplo, tem flores como a margarida, as pessoas acham muito em festa. Aí a pessoa vai para um casamento e leva para casa e consegue secar, consegue prensar. Também não precisa comprar. Poderia comprar, mas quando ela for em uma floricultura vai ser a mais barata que tem. Ela comprou um galhinho por cinco reais, e um galhinho vem 10 flores. Então é uma coisa muito viável”, detalha.

Após a parte teórica, os alunos puderam se confraternizar com um delicioso lanche feito pela anfitriã, a Casa da Beta. Por alguns momentos, os comentários, os olhos e a atenção se voltaram totalmente para a mesa de lanches preparados com afeto excessivo e tempero equilibrado. O bolo de capim-santo molhado com uma saborosa calda ajudou ainda mais a despertar a imaginação e aguçar os sentidos para a arte. Já os nachos, que são feitos por um migrante mexicano, unidos ao guacamole e ao homus de abobrinha não passaram despercebidos, assim como os sanduíches que logo sumiram da mesa.

Alunos aproveitaram lanche preparado pela anfitriã da Casa da Beta. Foto: Camila Bezerra/ClickPB
Alunos aproveitaram lanche preparado pela anfitriã da Casa da Beta. Foto: Camila Bezerra/ClickPB

Depois de se deliciar com a culinária, a oficina ficou ainda mais prazerosa para a execução das ideias. Cada aluno recebeu uma folha para servir de base para sua arte, que seria posteriormente emoldurada. As flores e folhas desidratadas por Erica foram disponibilizadas para livre escolha.

Diante de suas inspirações pessoais, cada um pôde montar sua própria composição e posicionar os elementos como entendia, sob a supervisão de Erica e sua equipe, sempre atentos aos detalhes. Apesar de se mostrar sempre disponível, a artista buscava intervir poucas vezes em uma tentativa de possibilitar a fruição da criatividade e a liberdade de escolhas dos alunos.

Assim que a composição é concluída, a arte recebe uma mão de verniz como finalização. Logo em seguida já pode ser emoldurada. Para um acabamento ainda mais profissional, o quadro recebe uma fita gomada, que vai possibilitar mais longevidade ao material botânico, já que impede a passagem do ar.

Com o resultado final em mãos, a satisfação pessoal dos alunos se torna evidente. Ao receberem suas peças, o brilho no olhar e orgulho que sentiam pelas obras de arte foi estampado em seus rostos. Cada um já fazia planos sobre o que iam fazer com os quadros e onde seriam pendurados.

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra/

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra/

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra

Imagem do post

Oficina de criação de criação de arte botânica com confecção de quadros a partir de flores prensadas. Foto: Camila Bezerra

No momento prático da oficina, esta repórter foi convidada a se expressar e colocar no papel a arte que enxerga. Essa experiência, posso detalhar, ajuda a liberar a criatividade que muitas vezes fica presa dentro de cada um e possibilita a fluidez de pensamentos.

O resultado da obra que pude fazer deixo logo abaixo e comprovo que ajuda a enriquecer mais ainda a reportagem que trago. Utilizei alguns exemplares dos mais diversos tipos de flores oferecidas durante a oficina, como margaridas, bougainvilles, clitória, cosmos e flor de maracujá. Minha intenção era não apenas reunir estas espécies diferentes, mas fazê-las dialogarem e se integrarem como se uma só fossem, crescendo até alcançar o topo, simbolizado pela flor de maracujá que se assemelha bastante ao sol.

Peça produzida em oficina de arte botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB
Peça produzida em oficina de Arte Botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB

Colaboração entre negócios

Como principal modelo de negócio, Erica Maria prefere insistir no que permite a colaboração e compartilhamento. Seu ateliê atualmente está instalado no espaço Casa da Beta, que também é onde ela oferece suas oficinas.

Antes de se aliar a Roberta Lima, que é a responsável pelo espaço, Erica conta que sofria para dar conta de tudo e ainda organizar todos os detalhes da oficina. Afinal de contas, além de preparar o próprio curso, ela precisava organizar o espaço, garantir o acolhimento dos alunos e ainda providenciar o lanche.

Como saída, Erica diz que “a gente acabou fazendo essa essa condição e eu disse para ela inclusive: ‘eu só faço oficina se tiver a sua comida também’”. Erica acredita que essa união proporciona um diferencial para os alunos. “No momento da oficina as pessoas estão aqui distraídas, aí quando chega na hora da comida, começa a sentir o cheiro, tem essa pausa. A oficina não é apenas a oficina. Tem esse momento do lanche, enfim é o momento que as pessoas enchem os olhos, interagem, se levantam, conversam, conversam com a gente. A gente viu que esse momento do coffee break não é apenas uma pausa para comer alguma coisa. Faz parte dessa experiência”, comenta a artista.

Já Roberta Lima, anfitriã da Casa da Beta, comemora o sucesso que tem ajudado a alcançar a partir da cessão de seu espaço físico em conversa com o ClickPB. Mas não apenas isso, a comida servida começa até mesmo a ampliar os caminhos e também serve como ‘aperitivo’ de outro negócio executado por ela, a Mercearia da Beta. Roberta produz antepastos com diversas opções de sabores e aproveita os alunos em busca de aumentar a propagação de suas delícias.

A Casa da Beta é um espaço aberto a receber encontros, reuniões, oficinas ou o que mais possa envolver música, arte, cultura e outras programações. Roberta abre sua casa oferecendo estrutura e boa comida em um espaço regado a afeto.

A economia colaborativa é um modelo de negócio baseado na cooperação entre empreendedores, o que possibilita o funcionamento de espaço compartilhado para abrigar lojas, ateliês ou até mesmo cursos e oficinas, como acontece com a Casa da Beta. Neste formato de negócio, a empreendedora cede seu espaço físico para que outros empreendedores possam utilizar da melhor forma para os próprios serviços.

Ateliê da FLOS, na Casa da Beta. Foto: Camila Bezerra/

Ateliê da FLOS, na Casa da Beta. Foto: Camila Bezerra/

Ateliê da FLOS, na Casa da Beta. Foto: Camila Bezerra

Flores como matéria-prima da arte

A Arte Botânica não é novidade, apesar de ter conquistado recente popularidade na forma de hobby. Existem registros de uso das técnicas como prensa floral e utilização dos insumos botânicos como matéria-prima desde o Egito Antigo. No Oriente também há registros históricos sobre a arte feita com base na desidratação das plantas, cuja técnica é nomeada como oshibana.

Como explica a arte-educadora Naiara Misa, “as plantas e a flora estão sempre presentes nas artes, como inspiração e como suporte científico também. A arte, além de inspirar, dá suporte e ajuda em outras vertentes, como científicas, catalográficas, na área da saúde também”.

Antes mesmo da popularização destas técnicas de preservação das flores com finalidade artística, a Arte Botânica era relacionada exclusivamente à ciência em seus primórdios. em uma época em que não havia ainda a técnica de fotografia, “a ilustração botânica era essencial para fazer coleta de dados, para saber quais plantas eram medicinais ou não, quais podiam ser tomadas. Então a arte sempre foi um suporte importante para pesquisas, inclusive científicas”, cita a arte-educadora.

De acordo com Naiara, a Arte Botânica ainda é bastante usada até hoje a partir de várias técnicas que podem ser adotadas, conforme a intenção do produto final. Ela cita desde criação de quadros utilizando elementos da flora até mesmo revelação e impressão a partir da extração de pigmentos, formas e outros detalhes das plantas.

Além da criação de quadros botânicos, outras técnicas como cianotipia, antotipia, fitotipia e Ecoprint são citadas pela arte-educadora como possibilidades de uso das plantas em obras de arte. Cada técnica possui sua especificidade, como por exemplo, a fitotipia, que possibilita a impressão direta das imagens em folhas ou flores.

Já a antotipia utiliza os pigmentos extraídos das plantas, flores ou raízes para possibilitar a criação da imagem. O Ecoprint também é outra técnica artesanal que transfere formas e pigmentos das flores e folhas para tecidos ou papéis, criando estampas com a impressão.

Flores e folhas após processo de secagem, matéria-prima para arte botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB
Flores e folhas após processo de secagem, matéria-prima para arte botânica. Foto: Camila Bezerra/ClickPB

A magia das flores e os desafios de empreender

Depois de ser retirada da planta, uma flor consegue sobreviver por até duas semanas dependendo da espécie. Imortalizar a beleza, o aroma e o frescor das flores, que podem simbolizar uma infinidade de sentimentos, como amor, amizade, pesar, paz, alegria, gratidão e muitos outros, acaba sendo contra o ciclo de sua vida.

A magia que mora na beleza das flores acaba ficando ainda maior devido à sua efemeridade. Não importa o quanto tentemos perseguir e dominar este encanto, acaba sendo inalcançável. Porém, algumas técnicas existem para proporcionar maior tempo de vida e duração do material botânico.

O maior fornecedor de matéria-prima para a FLOS é a própria natureza. Erica detalha que a maior parte das flores e plantas que utiliza são coletadas em meio a jardins, calçadas e até mesmo na beira de estradas. “Eu tenho uma tesoura de poda dentro do carro. Então eu passo colhendo na rua as flores, mato”, confessa a artista. Em certa viagem que faziam, mesmo em meio a chuva, Erica não descansou enquanto não parou o carro para colher alguns dentes-de-leão que avistou.

“Eu trabalho com as flores que eu colho. Eu raramente compro flores. Ou eu faço com a flor que a pessoa manda pra mim, que aí eu também não compro, mas tem o processo de desidratação dessas flores. Ou quando eu preciso comprar, são flores que realmente a gente não acha, por exemplo hortênsia, que não é uma flor daqui que aguenta sol quente. Então eu preciso comprar a hortênsia quando alguém quer uma coisa azul, um azul claro, especificamente aquela cor. Mas a natureza mesmo, a rua é o que me fornece”, ressalta.

Em relação ao seu negócio, Erica comenta que seu maior desafio foi precificar o produto final. “Tive sempre muita dificuldade por não ter gente que fizesse a mesma coisa. Não tinha essa concorrência para saber precificar, e aí assim depois que eu fui vendo outras pessoas aparecendo e fui vendo os valores mais ou menos e lucro direitinho, mas não sabia “

Negociar o próprio produto pelo preço certo é o desafio de grande parte dos empreendedores, mais ainda quando o produto se trata de uma obra de arte, como é o caso da FLOS. A precificação correta dos produtos é fundamental para a sustentabilidade do negócio e também para a competitividade e visibilidade.

Observar os preços praticados pelos concorrentes é uma forma de buscar indicação sobre valorização do produto no mercado, mas não deve ser o único caminho a ser seguido. Como orienta Antônio Josivaldo, analista técnico do Sebrae/PB em entrevista disponibilizada pela Agência Sebrae de Notícias, “é necessário ter em mente que o preço do produto não pode ser tão caro a ponto de desanimar o consumidor a comprar de você, mas deve ser alto o bastante para que você tenha o lucro necessário. Você, empreendedor, precisa saber equilibrar essas duas necessidades”.

Para buscar um equilíbrio no cálculo do preço de venda, garantindo lucro e atraindo a atenção dos clientes, o Sebrae disponibiliza consultorias e cursos. A plataforma de cursos EAD do Sebrae disponibiliza de forma gratuita e online o curso “Como Definir o preço de venda”. Os alunos terão acesso a conceitos e ferramentas possíveis na precificação de seu produto com foco principal na sustentabilidade financeira do negócio. Com duração de seis horas, os empreendedores poderão se capacitar para identificar custos, diferenciar tipos de gastos, calcular os preços de venda e avaliar se está havendo alinhamento ao posicionamento e condições do mercado.

Apesar da essência sustentável que o negócio possui, Erica comenta que busca diminuir o impacto na natureza, evitando utilização de materiais como glitter ou microplásticos, que causam algum dano ao meio ambiente. A resina não é um material sustentável, já que não se decompõe naturalmente. No entanto, muito material é reaproveitado pela artista floral para utilização na resina.

Erica Maria comenta que a essência de seu produto é possibilitar a ressignificação das flores. “É uma forma de dar um respiro para ela. Ela vai viver muito mais tempo do que se ela tivesse sido colhida e, depois de um tempo, apodrece porque é um material orgânico. Ela vai apodrecer, ela vai mofar, ela vai dar bicho”, comenta em entrevista ao ClickPB.

“Na resina a gente tem a eternização e no quadro a gente tem a preservação. Porque a gente vai preservar durante um tempo, então são processos diferentes. Mas as duas vão trazer um novo respiro para aquela planta que iria morrer, que ela ia deixar de existir. É muito curto (o tempo de vida). E eu não estou querendo dizer que é errado ela morrer. Porque ela vai virar adubo, ela tem todo o ciclo dela. Mas é muito legal porque a gente traz esse novo olhar para essas plantas, que elas iam deixar de existir. E elas passam a ter um significado novo para quem recebe, quem ganha as flores”, ressalta a artista Erica Maria.

CLICKPB

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo