
Um bebê palestino de 7 meses, chamado Sam Fahd Abu Haikal, e sua mãe morreram após o carro em que viajavam com a família ser alvejado por soldados israelenses na última sexta-feira, 5. O incidente ocorreu na área de Tel Rumeida, ao sul de Hebron, na Cisjordânia, enquanto a família se deslocava a partir de Belém para visitar parentes.
O exército de Israel comunicou que os militares responderam com disparos isolados contra o veículo porque ele supostamente acelerava na direção do grupo, mas uma investigação preliminar das próprias forças israelenses concluiu que os feridos eram civis.
O bebê foi atingido gravemente na mandíbula pela bala, que também feriu sua mãe; ambos acabaram falecendo em decorrência dos ferimentos. O pai da criança, Fahd Abdul Aziz Abu Haikal, que é professor na Universidade de Belém, foi baleado na mão. Os três foram levados para tratamento médico após o ocorrido, e o funeral do bebê foi programado para este sábado, 6.
Este episódio reflete a intensificação das operações militares de Israel na Cisjordânia desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1,2 mil pessoas e fez 251 reféns, deflagrando a guerra em Gaza. Como resposta, a campanha militar israelense já matou mais de 72,9 mil palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, cujos dados são considerados confiáveis por especialistas independentes e agências da Organização das Nações Unidas, apesar de a pasta integrar o governo liderado pelo Hamas.
A punição de soldados israelenses acusados de ferir palestinos é descrita como rara. Segundo a organização israelense de direitos humanos Yesh Din, entre os anos de 2016 e 2024, menos de 1% das 2.427 denúncias de irregularidades apresentadas resultaram em indiciamento.
Atualmente, os territórios da Cisjordânia ocupada e de Jerusalém Oriental, que foram conquistados por Israel em 1967 e são reivindicados pelos palestinos para a construção de um futuro Estado, abrigam mais de 700 mil colonos israelenses.
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