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Renda domiciliar na Paraíba atinge recorde de R$ 1.542 em 2025, aponta IBGE

Nesta sexta-feira (08), o IBGE divulgou resultados animadores para a economia paraibana. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no estado alcançou R$ 1.542 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. O crescimento foi de 6,9% em relação ao ano anterior, consolidando uma trajetória de recuperação robusta após os impactos da pandemia.

Apesar do avanço, o estado ainda enfrenta desafios estruturais: o valor paraibano corresponde a 68,1% da média nacional (R$ 2.264) e continua sendo o nono menor rendimento entre as unidades da federação.

O rendimento paraibano (R$ 1.542) superou a média da Região Nordeste (R$ 1.470), que foi a menor entre as grandes regiões do Brasil em 2025.

No ano de 2024, o rendimento apontado pelo IBGE foi de R$ 1.442, o que significa um aumento de 6,9% em 2025. Os dados são do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No que se refere à série histórica, o rendimento per capita cresceu 15,9% no período de 2012 a 2019, passando de R$ 1.067 a R$ 1.237. No período de pandemia de Covid-19, o rendimento acabou perdendo valor e caindo 5,1% em 2020 e 6,8% em 2021. A partir de 2022 o rendimento per capita voltou a crescer e alcançou aumento de 13%. Entre 2019 e 2025, a elevação foi de 24,7%, ao passo que, frente a 2012, o crescimento acumulado foi de 44,5%.

A pesquisa do IBGE constatou ainda que o crescimento geral no valor do rendimento médio mensal real domiciliar per capita que foi observado na Paraíba a partir de 2022, ocorreu em todo o Brasil. Na média nacional, o resultado de 2025 (R$ 2.264) foi superior ao valor médio verificado na Região Nordeste (R$ 1.470) que, por sua vez, além de ficar abaixo do constatado na Paraíba (R$ 1.542), foi o menor entre as Grandes Regiões. Por outro lado, esse valor do rendimento paraibano correspondeu à 68,1% do valor obtido em nível nacional, continuando a ser o nono menor entre as unidades da federação.

Rendimento Paraíba - PNAD IBGE
Rendimento Médio Mensal – Paraíba. Dados da PNAD Contínua – IBGE

A Força do Trabalho como Motor da Renda

O grande diferencial de 2025 foi o protagonismo do mercado de trabalho. A participação do rendimento vindo do emprego na composição da renda domiciliar subiu para 68,3%, aproximando-se dos recordes registrados em 2014.

  • Renda do Trabalho: 68,3% (principal impulsionador do crescimento).
  • Aposentadoria e Pensão: 19,9%.
  • Programas Sociais: 8,4% (apresentou leve queda em relação a 2024).
  • Outras Fontes (Aluguel/Pensão): 3,4%.

A pesquisa constatou que, na Paraíba, o aumento do rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos foi o fator que impulsionou o aumento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2025. Com isso, a participação da renda do trabalho nesse rendimento médio atingiu 68,3%, acima do patamar registrado no ano anterior, que foi de 65,9%. Em 2025, os 31,7% provenientes de outras fontes de rendimento se dividiam em: rendimentos de aposentadoria e pensão (19,9%), que correspondiam à maior parte; e rendimentos de programas sociais do governo (8,4%). Além disso, fontes de rendimento como aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador e outros rendimentos somavam os demais 3,4%.

Desigualdade e Massa de Rendimento

massa de rendimento total do estado também atingiu um recorde absoluto, totalizando R$ 6,4 bilhões em 2025, 7,5% a mais do que o estimado para 2024, que foi R$ 5,9 bilhões. Este número também representa o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Esse crescimento verificado em 2025, na Paraíba, foi semelhante ao verificado nos níveis regional (7,2%) e nacional (7,3%).

No entanto, o levantamento acende um alerta sobre a concentração de renda. O Índice de Gini na Paraíba, indicador que mede a concentração de renda, subiu levemente de 0,496 (2024) para 0,507 em 2025.

Mesmo com a alta, a Paraíba melhorou sua posição relativa, passando de 6ª para 9ª maior desigualdade do país, ficando abaixo da média nacional (0,511).

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