João Pessoa utiliza tecnologia inédita para proteger tartarugas marinhas

Uma nova tecnologia está ajudando a proteger tartarugas marinhas no litoral da Paraíba. Pesquisadores da UFPB, em parceria com a Associação Guajiru, conseguiram registrar pela primeira vez o calor do corpo de uma tartaruga no momento da desova.
A imagem foi captada por um drone com um sensor térmico, usado em praias de João Pessoa e Cabedelo. A tecnologia identifica o calor emitido pelo animal, criando imagens que não podem ser vistas a olho nu, mas que ajudam no monitoramento.
O projeto também utiliza inteligência artificial para aprimorar os resultados. O sistema consegue identificar automaticamente a presença das tartarugas e localizar onde elas colocam os ovos, inclusive à noite, quando isso acontece com mais frequência. O drone opera a cerca de 40 metros de altura, sem atrapalhar os animais, e o software também analisa marcas deixadas na areia para encontrar os ninhos com mais precisão.
A iniciativa junta diferentes tecnologias que antes não eram usadas nesse tipo de monitoramento. Além disso, o método é mais prático e cobre áreas maiores, inclusive de difícil acesso.
Os principais pontos acompanhados ficam nas praias do Bessa, Intermares, Jardim Oceania e Gramame.
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