EUA utilizam bombas de alta penetração contra bases do Irã em Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram, na noite desta terça-feira (17), a utilização de bombas de alta penetração em uma nova ofensiva contra instalações militares do Irã. Os alvos foram localizados na região estratégica do Estreito de Ormuz.
De acordo com o comunicado oficial dos militares norte-americanos, a operação mirou estruturas fortificadas e bases subterrâneas, utilizando armamento capaz de destruir alvos situados a grandes profundidades.
A escalada militar ocorre em um momento de asfixia econômica global, uma vez que o Irã mantém bloqueada a passagem pelo Estreito de Ormuz desde o dia 28 de fevereiro, data que marcou o início dos ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel. Pela rota, circula aproximadamente 20% de todo o petróleo produzido no mundo, o que coloca o mercado de energia em estado de alerta máximo.
Retaliação em Tel Aviv e falha no Domo de Ferro
Simultaneamente à operação em Ormuz, o cenário de guerra urbana se intensificou em Israel. Registros em vídeo confirmaram um novo ataque do Irã contra Tel Aviv durante a noite. Pelo menos duas pessoas morreram após serem atingidas por estilhaços de um míssil que conseguiu romper o sistema de defesa aérea conhecido como “Domo de Ferro”.
Relatos das autoridades locais indicam que as vítimas foram surpreendidas a poucos metros de um abrigo antiaéreo, evidenciando a curta janela de tempo para proteção durante os disparos. Com este novo episódio, o balanço de vítimas israelenses na guerra subiu para 15 mortos.
Balanço de vítimas e crise regional
No Irã, o total de mortos desde o início das hostilidades já ultrapassa a marca de 1.400 pessoas. No Líbano, país também envolvido na dinâmica dos confrontos regionais, as autoridades contabilizam mais de 900 vítimas fatais.
A utilização de bombas de alta penetração pelos Estados Unidos sinaliza uma mudança de patamar na estratégia militar, focada agora em neutralizar o comando e controle iraniano que se protege em bueiros e bases debaixo da terra. Enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado e os ataques contra centros urbanos persistirem, a comunidade internacional observa com pessimismo as chances de um cessar-fogo imediato.
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