China e Brasil criam laboratório espacial conjunto, apesar da pressão dos EUA

China e Brasil começaram a construir um laboratório conjunto para tecnologias espaciais, informou a empresa estatal chinesa de eletrônicos de defesa CETC, aprofundando os laços científicos à medida que os dois países avançam com um grande projeto de telescópio na América do Sul.
A crescente cooperação contrasta com a recente pressão dos EUA sobre os países latino-americanos para que cortem ou minimizem os laços com a China, inclusive no setor espacial. Dois projetos de telescópios chineses no Chile e na Argentina foram congelados desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou à Casa Branca, conforme líderes da região tentam obter favores e evitar taxas tarifárias punitivas.
O Instituto de Pesquisa de Comunicações de Rede da CETC assinou um acordo com a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Federal da Paraíba para estabelecer o Laboratório Conjunto China-Brasil de Tecnologia de Radioastronomia.
Bingo ajuda a estudar estrutura do universo e energia escura
A CETC disse nessa terça-feira (9) que o laboratório conjunto apoiaria a pesquisa de fronteira para observação astronômica e exploração do espaço profundo.
A iniciativa do laboratório ocorre no momento em que a China e o Brasil fazem progressos no radiotelescópio BINGO, projetado para ajudar a estudar a estrutura do universo e a energia escura.
Além da pesquisa, o BINGO também será capaz de rastrear satélites, meteoróides e outros corpos pequenos, disse a CETC, acrescentando que o sistema poderia ajudar a identificar possíveis ameaças de objetos próximos à Terra.
Pequim tem usado as capacidades espaciais da China, que estão melhorando rapidamente nas últimas duas décadas, como uma ferramenta diplomática para aumentar sua influência na Ásia, África e América do Sul, instalando telescópios, construindo satélites e treinando pessoal estrangeiro.
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