Pesquisa aponta o crescimento das compras pela internet durante a pandemia de Covid-19. O estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito mostra que 91% dos internautas brasileiros realizaram alguma compra online nos últimos 12 meses, um crescimento de cinco pontos percentuais em comparação com 2019.  Por causa do fechamento de bares e restaurantes, a “comida por delivery” foi a categoria que mais cresceu, quase dobrando em relação aos números de 2019, passando de 30% para 55%. Outro hábito que cresceu foi o de fazer supermercado pela internet, saindo de 9% para 30%. O terceiro maior crescimento foi a compra de cursos online, com aumento de 11 pontos percentuais em relação ao ano de 2019, alcançando 20% dos entrevistados. Outro destaque foi o crescimento dos serviços de streaming, tanto de filmes, que aumentou de 26,8% para 35,9%, quanto de músicas, de 10,5% para 19%. O ticket médio da última compra online apresentou ligeiro recuo, saindo de R$ 307,76 para R$ 265,63. Por outro lado, a frequência média de compras realizadas nos últimos 12 meses aumentou de 7,0 vezes para 8,5 vezes. O cartão de crédito continua sendo a forma de pagamento mais utilizado nas compras pela internet, o equivalente a 62%.

Segundo a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, a pesquisa mostra que as pessoas estão começando a sentir mais prazer e segurança em receber o produto em casa. “A maioria dos clientes está satisfeita e disse que comprou mais de uma vez até pelo online, então acreditamos que é uma tendência que veio para ficar. Mesmo depois da retirada das restrições, as pessoas devem continuar comprando online”, relata. Esse é o caso da professora Daniela Viegas, de 35 anos, que antes da crise sanitária não era adepta às compras online. Entretanto, com a pandemia e a necessidade de isolamento social, ela e a família decidiram fazer compras de supermercado pela internet. A professora relata que atualmente acha mais prazeroso e prático fazer compras online. “Facilitou muito a vida da gente, então para mim foi muito útil enquanto mãe, dona de casa, que trabalha fora. Tem sido muito bom pra gente, otimiza muito o tempo. No começo foi bastante estranho, a gente fica inseguro: ‘será que vai vir na mesma qualidade que eu escolheria uma fruta ou legume’? E surpreendeu muito”, destaca. O levantamento aconteceu entre os dias 30 de março e 7 de abril  e contou com a participação de 958 consumidores com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas.

 

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