BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na quarta-feira (20), que “se Deus quiser” vai continuar seu mandato até 2022.

“Lamento… se Deus quiser vou continuar meu mandato e em 22 o pessoal escolha. Tem muita gente boa para escolher. Eu espero que os bons se candidatem, não deixar os mesmos vir candidato”, declarou Bolsonaro, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

A fala do presidente foi transmitida por um site bolsonarista e ocorre também em meio a uma ofensiva de campanhas de opositores a favor do impeachment de Bolsonaro, impulsionadas pelo colapso da saúde em Manaus e pela reação negativa em relação ao início da vacinação no país.

Os trechos divulgados pelo portal contêm cortes.

Na interação com simpatizantes, Bolsonaro comentou a situação em Manaus, que viu no dia 14 de janeiro seu sistema de saúde colapsar por conta da falta de oxigênio causada pelo aumento da demanda de pacientes com Covid-19.

O governo federal soube com seis dias de antecedência do risco de falta de insumo, fato que aumentou as críticas contra a atuação do Planalto na crise.

“Tem governo federal, estaduais e municipais, é compartilhado. Nós aqui fazemos tudo o que é possível, quando é solicitado nós atendemos. Há uma diferença enorme entre o que aconteceu no passado e o que acontece hoje em dia”, justificou-se Bolsonaro, na conversa com apoiadores.

O presidente também responsabilizou o governo estadual e a Prefeitura de Manaus, liderados por Wilson Lima (PSC) e David Almeida (Avante), respectivamente.
“Agora quem… o primeiro a tomar providências em problemas lá é o governador e o prefeito”, disse.

“É que é fato: todo mundo me culpa. Tudo sou eu”.

Na terça (19), também já sob pressão, Bolsonaro disse a apoiadores que não é um “excelente presidente”.

“Não vou dizer que sou um excelente presidente, mas tem muita gente querendo voltar o que eram os anteriores, reparou? É impressionante, estão com saudades de uma […]”, disse.

Além das críticas pela crise na saúde, Bolsonaro ainda sofreu uma derrota política no fim de semana, após ver fracassar a tentativa do governo federal de importar um lote de 2 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca na Índia. Com isso, o pontapé da imunização no Brasil foi protagonizada por Doria, visto como adversário político pelo Palácio do Planalto e provável adversário em 2022.

Além de Doria ter protagonizado o ato simbólico de vacinação da primeira brasileira, o Ministério da Saúde só tem no momento doses da Coronavac para distribuir aos estados.

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