Dois vereadores eleitos de Cabedelo correm o risco de não serem diplomados pelos Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), por estarem afastados cautelarmente devido as investigações dos desdobramentos da Operação Xeque-Mate, que teve com objetivo desarticular um esquema de corrupção na administração pública do município de Cabedelo, localizado na região da Grande João Pessoa.

Wagner do Solanense (DEM) foi alvo da primeira fase da operação deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com os ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPPB). Já Janderson Brito (PSDB), já era vereador na cidade e foi alvo da sexta fase. Desde então os dois estão afastados de suas funções, porém Janderson, por ser parlamentar, continua recebendo pela Câmara Municipal. Wagner do Solanense obteve 908 votos nas eleições municipais deste ano, enquanto Janderson Brito conseguiu 338 votos.

O processo referente a operação Xeque-Mate está sendo analisado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que pode chegar a solicitar uma medida judicial requerendo o afastamento dos investigados, podendo impedi-los de serem diplomados como vereadores da cidade. A diplomação dos parlamentares eleitos em Cabedelo ocorrem amanhã, sexta-feira (17).

A medida do MPPB visa proteger o erário público, pois caso os vereadores eleitos sejam diplomados e venham a tomar posse ficariam recebendo salários da Câmara Municipal sem estarem exercendo suas funções públicas, como é o caso atual dos 14 vereadores acusados, que estão afastados em virtude da cautelar, mas recebem mensalmente da Câmara Municipal.

Motivos dos afastamentos

Wagner foi afastado de suas funções na Câmara de Cabedelo pela cautelar que ensejou a primeira fase da Xeque-Mate. Ele era assessor parlamentar do vereador Antonio do Vale, que foi preso durante a operação. Wagner foi acusado de ser um dos servidores fantasmas da Câmara Municipal de Cabedelo no gabinete de Antonio do Vale.

Janderson era vereador da cidade e está afastado por uma cautelar decorrente da sexta fase da operação Xeque-Mate, sendo um dos acusados de ter recebido R$ 200 mil de propina do ex-prefeito de Cabedelo Leto Viana, para financiamento de sua campanha.

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